Mourinho ouvido num tribunal espanhol por suspeita de fraude

(Foto: D.R.)

José Mourinho é ouvido esta sexta-feira no tribunal de instrução de Pozuelo de Alarcón, arredores de Madrid, por suspeitas de ter burlado o fisco espanhol em 3,3 milhões de euros em 2011 e 1012, quando treinava o Real Madrid.

A queixa foi apresentada em junho passado pelo Ministério Público espanhol, que calcula os montantes em falta em 3.304.670 euros, dos quais 1.611.537 relativos a 2011 e 1.693.133 referentes a 2012.

O técnico português, que agora treina o clube inglês Manchester United, apresentou as suas declarações fiscais de 2011 e 2012 em Espanha, mas sem incluir as receitas obtidas com a cedência dos direitos de imagem a empresas com sede em paraísos fiscais.

De acordo com o El Mundo, Mourinho e a sua defesa consideram que o fisco espanhol procurou “pretextos” e “álibis” para reabrir o processo dois anos depois de ter pago mais de 4 milhões de euros em sanções, dos quais 2,3 milhões foram devolvidos após o Ministério Público ter aceitado o argumento de que o português já não tinha residência em Espanha em 2013.

Mourinho, que orientou o Real Madrid entre 2010 e 2013, diz que a acusação se agarrou a uma suposta “descoberta” de uma sociedade, a Kaitaia, que, segundo a defesa do português, faz parte da estrutura societária exterior cuja posse já tinha sido admitida no anterior processo.

A defesa do atual treinador do Manchester United refere ainda que a nova acusação foi feita numa altura “em que se tinham iniciado vários processos penais contra determinados jogadores de futebol”. Os jogadores de que a defesa fala tratam-se daqueles que são representados pelo agente português Jorge Mendes, tal como treinador português.

José Mourinho defende, por isso, que a acusação feita pelo Ministério Público é “nula de pleno direito”, provoca “insegurança jurídica” e vai contra “garantias fundamentais do Estado de Direito”. (Observador)

por Lusa

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