Moçambique: Polícia nega perseguição a Manuel Tocova

Manuel Tocova nega falar com os jornalistas (DW)

O comando-geral da polícia moçambicana negou estar a perseguir o edil interino de Nampula, Manuel Tocova. O autarca afirmou ter-se transformado num “segundo Dhlakama” por ser alegadamente forçado a fugir e defendeu que está a ser vítima de uma armadilha.

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique, Inácio Dina, negou estar a perseguir Manuel Tocova, presidente interino do município de Nampula e membro do MDM. De acordo com este responsável, a principal missão da corporação é defender os cidadãos sem olhar para a sua filiação partidária.

Esta foi a resposta de Inácio Dina às denúncias do edil interino de Nampula que afirmou estar a ser alvo de ameaças e perseguição por um grupo de homens armados, incluindo pela polícia, por suspeita de envolvimento no assassínio do ex-autarca Mahamudo Amurane, ocorrido a 4 de Outubro.

Esta terça-feira, na reportagem do correspondente da RFI em Moçambique, Manuel Tocova considerou estar a ser alvo de uma armadilha e disse que a acção visa denegrir a sua imagem numa altura em que Nampula se prepara para eleições intercalares.

O jornal moçambicano O País noticiou, esta segunda-feira, que Manuel Tocova se encontrava “em parte incerta” e que afirmou ter-se transformado “no segundo Dhlakama”.

Esta terça-feira, o governo moçambicano anunciou que as eleições autárquicas intercalares em Nampula vão decorrer a 24 de Janeiro de 2018.

O presidente do município de Nampula, Mahamudo Amurane, foi morto a tiro à porta de casa, a 4 de Outubro e Manuel Tocova assumiu o município como presidente interino, tendo substituído dez vereadores e seis chefes de postos administrativos.

O Ministério Público contestou a decisão devido ao carácter temporário das funções de Tocova e o Tribunal Administrativo de Nampula vai analisar o pedido de anulação das substituições. (RFI)

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