Literatura considerada fundamental para o alcance da Independência

HUAMBO: VENCESLAU CASSESSE, DIRECTOR PROVINCIAL DA CULTURA (Foto: Angop)

A literatura sempre esteve presente nas campanhas para a conquista da independência nacional, representando o ecoar do grito de liberdade da nação, afirmou domingo o Director Provincial da Cultura no Huambo, Venceslau Cassesse.

O também historiador afirmou o facto numa palestra sobre o lema “Angola independente, unida e os caminhos da paz, rumo a consolidação da democracia”, inserida no programa alusivo ao 42º aniversário da independência Nacional, a assinalar-se no próximo dia 11.

Disse que com a literatura foi possível demonstrar o sentimento de um país por muito tempo silenciado pelos colonizadores, mas nunca esquecido.

Lembrou que a luta pela libertação intensificou-se a partir dos anos 1940 e 1950 com o surgimento da literatura de intervenção, consubstanciada em manifestações culturais de académicos de vários movimentos.

De acordo com o orador, a partir de 1575, com a fundação da capitania de Luanda e a nomeação do primeiro governador-geral de Angola, Paulo Dias de Novais, o cenário mudou substancialmente a desfavor dos nativos, levando ao surgimento de várias manifestações de insubmissão”, adiantou.

Mas, prosseguiu, a falta de observância do clamor dos angolanos levou ao início, em 1961, da luta armada de libertação que culminou com a proclamação da independência a 11 de Novembro de 1975, pelo primeiro Presidente de Angola, António agostinho Neto.

Presenciaram a palestra, os vice-governadores do Huambo para os sectores político, social e económico, assim como para infra-estruturas, Maricel Capama e Francisco Quissanga, respectivamente, representantes de partidos políticos, académicos, entidades religiosas, autoridades tradicionais e membros da sociedade civil. (Angop)

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