Independência narrada em palestra

PALESTRANTE, LEMA KAMALANDUA (FOTO: PEDRO MONIZ VIDAL)

O processo político angolano que culminou com a proclamação da independência nacional a 11 de Novembro de 1975 foi nesta sexta-feira, em Mbanza Kongo, província do Zaire, passado em revista, durante uma palestra que abordou esta temática.

O palestrante foi o docente da Instituto Médio de Administração e Gestão (IMAG) de Mbanza Kongo, Lema Kamalandua, que fez uma retrospectiva sobre os diversos passos ensaiados pelos então Movimentos de Libertação Nacional (MPLA, FNLA e UNITA) visando convencer o poder colonial português a atender, de forma pacífica, às legítimas aspirações de autodeterminação dos angolanos.

O licenciado em ciências políticas abordou os acordos de Mombaça (Kénia, em 1975) que buscava uma plataforma de entendimento entre os três movimentos nacionalistas angolanos que servisse de base para as negociações com o regime colonial.

Citou igualmente os acordos de Alvor (Portugal) assinados entre os dias 10 e 15 de Janeiro de 1975 entre as autoridades coloniais e os líderes dos três movimentos, António Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi.

Explicou que os referidos acordos estabeleceram a forma como o regime colonial transferiria o poder aos angolanos e a data da proclamação da independência nacional, a 11 de Novembro de 1975, pressupostos que passaria pela formação de um governo de transição integrado por representantes dos movimentos rivais e de Portugal.

Lema Kamalandua referiu-se também aos órgãos de soberania actuais em Angola e à necessidade do respeito que merecem por parte dos cidadãos, incluindo os símbolos nacionais.

Participaram na palestra o vice-governador do Zaire para o sector político, económico e social, António Félix Kialungila, membros do governo, magistrados, entidades tradicionais e religiosas, alunos, efectivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional.

A nível da província, o acto central vai decorrer neste sábado, 11 de Novembro, na sede municipal do Cuimba, que dista a 62 quilómetros a nordeste da cidade de Mbanza Kongo.

As celebrações do Dia da Dipanda decorrem em todo o país sob o lema “Unidos Por Uma Angola Una, Indivisível e Democrática”. (Angop)

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