Incêndios: Associação de Exploradores de Resina exige compensações financeiras

Incêndio em Arouca (Foto Tony Dias/Global Imagens)

A Resipinus – Associação de Destilares e Exploradores de Resina exigiu hoje compensações financeiras pela perda de resina e equipamentos devido aos incêndios que puseram em causa mais de 200 postos de trabalho.

Numa nota enviada à agência Lusa, a associação recorda que o setor da resinagem foi “particularmente atingido pelos incêndios florestais em 2017”, tendo-se perdido “algumas das melhores áreas de pinhal que existiam em Portugal”.

Após um levantamento feito junto dos agentes económicos do setor, a Resipinus recorda que se estima que “cerca de um milhão de bicas terão ardido, representando estas 20 a 25% do total da área resinada em Portugal, destruindo cerca de 2.000 toneladas de resina, e pondo em causa cerca de 200 postos de trabalho em mais de 50 empresas do setor, com um prejuízo direto superior a três milhões de euros”.

Por isso, os resineiros pretendem obter da tutela “compensações financeiras por perdas de resina queimada nas áreas florestais resinadas e respetivos equipamentos de resinagem”, até porque a perda das áreas de pinhal, “resinado ou com potencial de resinagem, privou o setor de boa parte da fonte da sua matéria-prima, deixando por isso todo o setor da resinagem sob grande ameaça”.

Enumerando um conjunto de medidas que consideram “essenciais para a manutenção da atividade resineira em Portugal”, a associação defende ainda a abertura à resinagem das áreas de pinhal administradas pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), “que pelo menos compensem as áreas perdidas com os incêndios”.

“A atribuição de novas áreas para a resinagem permitirá a manutenção de empresas e de postos de trabalho”.

A renegociação dos contratos de resinagem com o ICNF para o pinhal ardido, de modo que se permita a restituição parcial das verbas pagas relativas a 2017, as respetivas cauções e a suspensão de pagamento relativa aos próximos anos de contrato é outra das pretensões da Resipinus, assim como a redução dos custos com a segurança social.

A associação também quer “enquadramento da resinagem no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios”, criando “mecanismos de apoio e de enquadramento da resinagem e dos resineiros como atividade produtiva de proteção florestal e de desenvolvimento rural, o que implica que os resineiros devam participar na gestão ativa na floresta”.

“Esperemos que os fatídicos acontecimentos deste ano despertem finalmente a necessidade de implementação de medidas adequadas que permitam não só a manutenção da resinagem, mas também a sua valorização e o seu desenvolvimento, permitindo o seu adequado enquadramento e aproveitamento”, salienta a nota. (Sapo 24)

por Lusa

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