Cuanza Norte: Distribuição de água à cidade considerada deficitária

Imagem ilustrativa (DR)

Os níveis de distribuição de água potável aos bairros da cidade de Ndalatando, na província do Cuanza-Norte, continuam deficientes para suportar as necessidades das comunidades locais, reconheceu ontem o representante da Empresa de Água e Saneamento, Xavier Augusto.

O responsável, que falava durante o segundo conselho de auscultação e concertação social do Governo Provincial, disse que a distribuição de água não é superior a quatro horas diárias, em função da insuficiência do produto nas captações do rio Mucari e na nascente do Monte Redondo, com variações constantes quer no cacimbo, quer no tempo chuvoso.

Xavier Augusto referiu que, durante o cacimbo, a produção de água e a distribuição para Ndalatando é 3.200 metros cúbicos por dia, e distribuída por quatro horas, enquanto, no período chuvoso, o fornecimento é de 3.800 metros cúbicos por dia fornecidos em cerca de seis horas.

Para o representante da empresa de Água e Saneamento, o abastecimento regular de água à cidade de Ndalatando continua afectado por factores como a insuficiência de água a partir das fontes, o que provoca limitação no fornecimento. “Isso faz com que não se permita alcançar os níveis necessários para cobrir as zonas mais altas da cidade e bairros da circunscrição”, explica o responsáveis.

Outros factores como roturas frequentes na rede pública, elevadas perdas de água, devido o mau estado dos contadores domiciliares, e os extravios nos fontenárias por mau uso dos utentes, são situações que embaraçam o fornecimento.
O responsável citou ainda a formatação das condutas e válvulas da rede, ligações clandestinas a nível da cidade e dos bairros periféricos e a vandalização das instalações como outros factores que afectam a insuficiência de água.

Xavier Augusto referiu que, a par dos problemas identificados, a cidade de Ndalatando dispõe de projectos para expansão dos ramais das condutas adutoras, subdivididos em duas fases, sendo que a primeira compreende 6.400 ligações domiciliares em distintos bairros da periferia da cidade.

Sem avançar os bairros abrangidos nesta fase, o representante da Empresa de Água e Saneamento, Xavier Augusto, informou que os mesmos ainda não começaram a ser abastecidos, devido um diferendo entre o dono da obra, o Ministério da Energia e Águas, e o empreiteiro, pelo facto de nas cláusulas contratuais constar, na altura sua celebração, a recepção provisória de algumas áreas.

Novas ligações
Na fase 2, disse que o pressuposto da recepção provisória destas ligações já consta e tudo indica que a mesma comporte cinco mil ligações domiciliares a serem distribuídas pelos bairros Camungo, Posse, Valódia, parte de Sassa, Caz, Quilembequeta e outros.

Neste momento, Xavier Augusto disse que se começou o processo de cadastramento dos utentes, para possíveis aberturas de água em determinadas zonas.

Actualmente, com mais de 160 mil habitantes, além da nova fonte do rio Mucari, com capacidade para jorrar 90 litros por segundo, Ndalatando possui mais duas condutas erguidas na década de 50. Uma de água mineral, a partir da fonte da “Santa Isabel”, e a outra do “Monte Redondo”, que produzem cinco e 20 litros por segundo, respectivamente.

Concertação social
O segundo conselho de auscultação e concertação social foi presidido pelo governador provincial, José Maria dos Santos, para abordar igualmente questões relativas à informação do Decreto Presidencial nº 208/2017, que tem a ver com apresentação do programa do Governo para 2018.

Os membros do conselho foram ainda informados sobre a preparação da Feira do Dondo e do Carnaval 2018, da situação dos antigos combatentes não enquadrados e da subvenção do consumo de energia e de água por parte destes últimos, assim como foi proposto um calendário de auscultação às comunidades. (Jornal de Angola)

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