Coligação dirigida por Riad ataca ministério da Defesa em Sanaa

Bombardeamento no Iémen: Estados Unidos reavaliam apoio à coligação árabe (Euronews)

A coligação liderada pela Arábia Saudita lançou, sexta-feira à noite (10), dois ataques aéreos contra o Ministério da Defesa em Sanaa, capital do Iémen em guerra e sob controlo dos rebeldes – relataram testemunhas.

Aviões continuavam a sobrevoar Sanaa após os ataques, segundo as mesmas fontes. A emissora de televisão dos rebeldes huthis, Al-Masirah, também noticiou a ocorrência de dois bombardeamentos.

Até o momento não há informações sobre vítimas.

O segundo bombardeamento, que alcançou um bairro residencial perto do Ministério, deixou três civis mortos, de acordo com testemunhas.

“Estava sentado na minha casa, quando ouvi que o primeiro bombardeamento alcançava o Ministério da Defesa. Alguns minutos depois, outro bombardeamento atingiu a casa do meu vizinho”, contou o morador da capital Mohamed Aatif.

A coligação, que intervém no Iémen desde 2015, já havia atacado o Ministério da Defesa, causando importantes danos, mas este novo bombardeamento coincide com um momento de alta tensão entre Arábia Saudita e Irão, que apoia os rebeldes huthis.

Na segunda-feira, a coligação liderada por Riad reforçou o seu bloqueio aéreo, terrestre e marítimo contra o Iémen, após interceptar um míssil disparado pelos rebeldes sobre os arredores do aeroporto internacional de Riad.

Os huthis ameaçam responder ao bloqueio com disparos de mísseis contra aeroportos e portos da Arábia Saudita e dos Emirados, acentuando ainda mais a tensão entre Riad e Teerão.

A Arábia Saudita e os seus aliados do Golfo intervêm no Iémen desde Março de 2015 para combater os rebeldes huthis, que controlam a capital Sanaa após expulsar do poder o presidente Abd Rabo Mansur Al-Hadi.

Na quinta-feira, o Conselho de Segurança alertou sobre “a situação humanitária catastrófica” no país e sobre a “importância de se manter todos os portos e aeroportos do Iémen em estado de funcionamento”.

A guerra entre os rebeldes e as forças do presidente Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi já deixou mais de 8.650 mortos e cerca de 58.600 feridos, incluindo muitos civis, segundo a ONU. (Angop)

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