Centros de hemodiálise paralisam actividades em Benguela

Huambo: Paciente efectua hemodiálise (Foto: Edilson Domingos)

Os centros de hemodiálises instalados nos hospitais municipais de Benguela e regional do Lobito, respectivamente, paralisaram, (segunda-feira), as suas actividades, por falta de pagamento de salários de quem de direito, de seis meses aos funcionários.

Ao falar à Angop, o director clínico do Centro de Hemodiálise do Hospital Municipal de Benguela, Alcides Tomás, admitiu que se o problema de salário dos funcionários não for resolvido num prazo de 48 horas, as consequências desta paralisação “serão fatais para os 220 pacientes, cuja sobrevivência depende do tratamento que recebem nestas unidades”, vincou.

O também médico nefrologista avisa que sem esse tratamento de remoção, por filtração, de substâncias tóxicas do sangue, estes 220 pacientes portadores de insuficiência renal correm riscos de perder a vida.

Segundo o responsável, em causa está a falta de pagamento dos ordenados de 80 funcionários, entre enfermeiros e pessoal de limpeza que, na manhã desta segunda-feira, decidiram suspender a actividade, enquanto a sua situação salarial não for resolvida.

Adiantou que esta situação (atraso de salários) decorre desde 2014.

“Quando o Ministério da Saúde não faz os pagamentos regulares à instituição, esta fica sem recursos para amortizar o salário dos funcionários”, salientou.

Preocupado com este cenário, Alcides Tomás pede que o Governo Provincial de Benguela intervenha junto do Ministério da Saúde para, rapidamente, se reverter a situação e permitir, assim, que os pacientes voltem a receber tratamento com normalidade.

O director do Gabinete Provincial de Saúde, em Benguela, António Cabinda, confirma a situação, mas garante diligências junto do Ministério da Saúde, a fim de que o pagamento dos salários seja feito nas próximas horas, de uma forma faseada e, com isso, evitar a paralisação das actividades dos centros.

O tratamento a que os insuficientes renais são sujeitos, nos Centros de Hemodiálise, consiste em fazer passar o sangue do doente por um filtro, o dialisador, onde as substâncias tóxicas ficam retidas, permitindo que o sangue circule limpo. (Angop)

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