Carlos Mourato Nunes é o novo presidente da Proteção Civil

(Carlos Mourato Nunes. Lusa: António Cotrim)

A informação foi divulgada pelo Ministério da Administração interna, em comunicado enviado às redações, este domingo

Carlos Mourato Nunes foi indigitado presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). A informação foi divulgada pelo Ministério da Administração Interna (MAI), em comunicado enviado às redações, este domingo.

Em comunicado, o MAI informa que “o ministro da Administração Interna [Eduardo Cabrita] indigitou o tenente-general Carlos Manuel Mourato Nunes para exercer as funções de presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.

A tutela adianta que vai “desencadear os procedimentos tendo em vista a sua nomeação, concretamente a audição da Comissão Nacional de Proteção Civil”, pelas 12:00 de segunda-feira.

Mourato Nunes é licenciado em Ciências Militares e Engenharia Geográfica e passou também pelo Instituto de Altos Estudos Militares, onde concluiu o curso de oficial general e o curso geral de comando e Estado-Maior.

Durante a carreira, esteve sempre ligado à área da Administração Interna.

Foi diretor do Instituto Geográfico do Exército entre 1993 e 1994 e presidente do Instituto geográfico Português entre 2002 e 2003, altura em que foi promovido a Tenente-General e e assumiu as funções de Comandante Geral da Guarda nacional Republicana, até 2008.

De 2008 a 2010, foi secretário-geral para Cooperação entre os Países de Língua Portuguesa em matéria de Segurança Pública e, de 2010 a 2012, foi presidente do conselho coordenador de Cartografia e diretor-geral do Instituto Geográfico Português.

Atualmente, é consultor de Segurança e Defesa.

O anterior presidente da ANPC, Joaquim Leitão, apresentou a demissão a 19 de outubro, na sequência dos incêndios que assolaram o país.

Joaquim Leitão esteve pouco menos de um ano no cargo, tendo sido empossado em outubro de 2016.

Na sua última declaração pública, limitou-se a afirmar que o pessoal da Autoridade que chefiava continuava a dar “o melhor para que a segurança dos cidadãos seja efetiva”.

Morreram mais de 100 pessoas devido aos incêndios deste verão. O incêndio de Pedrógão Grande vitimou 64 pessoas e fez mais de 200 feridos. Os fogos de 15 e 16 de outubro, em vários concelhos do centro do país, mataram 45 pessoas. (Tvi24)

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