Cabo Verde recebe 1,4 milhão USD da Parceria Global para Educação

(DR)

Cabo Verde deverá receber, proximamente, um financiamento da Parceria Global para a Educação (PGE) avaliado em um milhão e 400 mil dólares americanos, para apoiar o desenvolvimento do setor no país, anunciou a representante residente do Sistema das Nações Unidas no arquipélago, Ulrika Richardson Golinski,

Ulrika Richardson Golinski falava na abertura quarta-feira, na capital cabo-verdiana, Praia, do Fórum Nacional de Educação que tem como um dos objetivos criar mecanismos para a implementação do Plano Estratégico de Educação em Cabo Verde.

Ela lembrou que se trata de um processo iniciado em 2014 e que agora caminha para a reta final.

Segundo ela, o Plano Estratégico é também um dos requisitos para o país aceder ao financiamento da Parceria Global da Educação.

Na sua intervenção, Ulrika Richardson reiterou o compromisso das Nações Unidas e do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) no alinhamento da política educativa em Cabo Verde, em função da agenda do Governo.

Neste sentido, ela destacou o empenhamento do Executivo cabo-verdiano, tendo em vista a implementação do Plano Estratégico da Educação bem como o estabelecimento do mecanismo de seguimento e avaliação do referido plano que propõe uma educação integrada, inclusiva e sustentada.

Fundada em 2002, a PGE é uma parceria multilateral, da qual fazem parte cerca de 60 países em desenvolvimento, governos doadores, organizações internacionais, setor privado, professores e grupos da sociedade civil.

Ela visa, essencialmente, alcançar uma educação de qualidade para todas as crianças.

Segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, Cabo Verde precisa de um sistema educativo que, para além de inclusivo, esteja também sintonizado com as exigências do mundo atual.

Ele recordou que a educação sempre foi e continuará a ser a grande aposta deste Governo que pretende, desta forma, reunir as competências que o país precisa para o seu desenvolvimento.

“O mundo tem estado com alterações profundas e o nosso sistema não pode continuar a ser o mesmo sistema de há 15 ou 20 anos. Por isso temos que fazer toda a adaptação necessária para que no horizonte de 2021 possamos ter um sistema educativo sintonizado com as exigências do mundo atual, ou seja, jovens com competências linguísticas desde cedo.

“Estou a falar do domínio do inglês, do francês, do português e de uma quarta língua alternativa, com acesso à ciência, á tecnologia e à computação”, afirmou.

O Fórum Nacional de Educação, que decorre até 10 do mês em curso, visa “mobilizar os diversos atores envolvidos no desenvolvimento da educação do país, bem como criar um ambiente de parceria e compromisso conjunto”.

De acordo com o promotor do evento, que conta com a apoio do UNICEF, o grande propósito do Fórum é criar condições que permitam implementar o Plano Estratégico da Educação, assim como estabelecer um mecanismo de seguimento e avaliação do referido plano.

Em declarações à agência cabo-verdiana de notícias (Inforpress), o coordenador da equipa organizadora do evento, Gerson Semedo, subinhou que o Fórum foi pensado durante o processo da elaboração do Plano Estratégico de Educação 2017-2021, como forma de comunicar com a comunidade educativa e não só, sobre as políticas do Governo para o setor.

Quase três centenas de participantes, entre os quais dirigentes do Ministério da Educação, parceiros internacionais, sociedade civil, autarquias, associações e universidades, marcam presença no evento que visa, ainda, mobilizar conhecimentos e contribuições de todo o setor educativo, melhorar a articulação entre áreas e ações prioritárias e recolher elementos que irão enriquecer o sistema educativo. (Panapress)

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