Ataques contra jornalistas sobem na Tunísia

(DR)

Os ataques contra jornalistas na Tunísia aumentaram significativamente, em outubro de 2017, indica o Sindicato Nacional dos Jornalistas Tunisinos (SNJT) no seu site web.

De acordo com um relatório apresentado pela unidade de monitoramento do Sindicato, 15 assaltos físicos foram registados durante o mesmo mês, visando 32 jornalistas (11 mulheres e 21 homens), que trabalham em cinco canais de televisão, 11 estações de rádio, três jornais, dois sites eletrónicos e uma agência de notícias.

No seu relatório, que menciona dados comparativos, o Sindicato apela ao Ministério do Interior para sensibilizar os seus agentes ao trabalho dos jornalistas que visa combater a corrupção e garantir os direitos dos cidadãos no contexto da informação livre.

Com base em observações feitas sobre o trabalho dos jornalistas, o relatório do SNTJ recomendada ainda ao Ministério do Interior para que investigue sobre a tentativa dos agentes de segurança de controlar o conteúdo dos artigos de imprensa.

Por seu turno, os políticos e os cidadãos são alertados para a necessidade de respeitar a natureza do trabalho do jornalista “que visa transmitir todos os pontos de vista e assegurar a objetividade no processamento da informação”.

Face ao aumento de ataques contra os jornalistas em outubro, e “tendo em conta a aparição de novos atores representando poderes oficiais”, o Sindicato de Jornalistas pediu ao Governo o abandono de um projeto de lei sobre a repressão de ataques contra as Forças Armadas, na sua versão atual tal, considerando que este diploma representa “uma real ameaça contra a liberdade de expressão”. (Panapress)

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