Angola necessita do contributo de voluntários – diz Santa Ernesto

Mesa do presidium da Conferência sobre A importância do voluntariado no desenvolvimento e humanização das sociedades (FOTO: ALBERTO JULIAO)

O momento que Angola vive actualmente exige o contributo de todas as organizações da sociedade civil, sendo que o voluntariado desempenha um papel fundamental nas acções de solidariedade, afirmou hoje, terça-feira, a técnica do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Santa Ernesto.

A responsável falava na abertura da Conferência sobre “A importância do voluntariado no desenvolvimento e humanização das sociedades”, tema de que foi prelectora a embaixatriz do Brasil em Angola, Vera Franco de Carvalho. O encontro realizou-se sob a égide do Gabinete de Apoio e Aconselhamento Familiar – Maria Ruth Neto, em saudação ao dia da independência nacional, que se assinala a 11 de Novembro.

De acordo com Santa Ernesto, as organizações da sociedade civil, que têm o voluntariado como cerne da sua actividade, estão a desempenhar um importante papel no resgate da solidariedade, amor ao próximo e de inter-ajuda.

Para si, o trabalho voluntário, por várias razões do ponto de vista humanitárias, religiosas ou politicas, foi sempre realizado por organizações da sociedade civil, com realce para as igrejas,Organizações Não-Governamentais (ONG) e associações.

Defendeu a necessidade de cada cidadão se tornar um voluntário e mobilizar os seus familiares, amigos e vizinhos dando conta da sua importância numa ajuda para o desenvolvimento social, realçando que não poderá haver uma comunidade participativa sem famílias unidas.

Por seu turno, a embaixatriz do Brasil em Angola, Vera de Carvalho, apontou a necessidade de haver uma legislação que defenda o voluntariado por este constituir um elemento fundamental na humanização da sociedade.

Para a oradora, mesmo que ténue, a legislação é preponderante para o incentivo do voluntariado a vários níveis, com destaque para os princípios ligados a solidariedade e amor ao próximo, já que o mesmo permite, para além de prestar ajuda a outros seres humanos, sair mais valorizado, pois quem doa sai mais rico, forte, feliz e mais humano.

“ Mais do que doar, o voluntário se ajuda e com este pressuposto consegue construir uma sociedade mais justa e solidária”, sublinhou.

O evento visou reflectir sobre os benefícios da solidariedade da fraternidade, da amizade e do amor ao próximo, valores que estiveram na base da conquista da independência nacional.

O acto contou com a participação de professores, estudantes, deputados, jovens, membros dos órgãos de defesa e segurança, membros do corpo diplomático de distintos departamentos ministeriais e da sociedade civil. (Angop)

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