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Yola Semedo promove espectáculo em Macau
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Yola Semedo promove espectáculo em Macau

A cantora Yola Semedo integra o leque de 150 artistas que participam entre 14 e 22 deste mês na nona Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, que volta a juntar teatro, gastronomia, arte contemporânea, dança e música de vários continentes.

Esta é uma iniciativa que se realiza em Macau desde 2008. Pela primeira vez, os artistas convidados participam também na Exposição de Produtos e Serviços de Língua Portuguesa (PLPEX) e na Feira Internacional de Macau (MIF), foi ontem anunciado.

O cartaz deste ano inclui concertos no Largo do Senado, no coração de Macau, da angolana Yola Semedo, de grupos e artistas de Portugal (Diogo Piçarra), Cabo Verde (Trio Hélio Batalha, Sílvia Medina e Ellah Barbosa), Timor-Leste (Solution Band), Goa, Damão e Diu (True Blue), Moçambique (Os Kassimbos), Brasil (Rastapé), Guiné-Bissau (Klim Mota), São Tomé e Príncipe (Haylton Dias) e China (Grupo de Música e Dança da Província de Guagxi).

Além de subirem ao palco no Largo do Senado, os artistas vão actuar no Festival da Lusofonia, a decorrer entre 19 e 22 de Outubro nas Casas-Museu da Taipa.

Além da música, a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa de Macau volta a ter uma mostra de teatro de países e territórios lusófonos pelo quarto ano consecutivo.
A mostra de teatro integra quatro companhias de países lusófonos, incluindo Portugal, e uma de Macau.

Assim, entre 14 e 19 de Outubro, o grupo local Hiu Kok Theatre marca presença com a peça “O cuco da noite escura”, o Grupo de Teatro Girassol (Moçambique) leva ao palco “Nkatikuloni (A outra)”, a companhia Nómada – Art & Public Space vai representar “Solange, uma conversa de cabeleireiro”, o grupo Nós Por Cá (São Tomé e Príncipe) leva à cena “Feitiçaria”, e a Arte Naroman (Timor-Leste) apresenta “Nahe Biti”.

Esta semana cultural integra ainda uma vertente de exposições de arte contemporânea de artistas de Moçambique (Pekiwa, escultura), São Tomé e Príncipe (Guilherme Vaz de Carvalho, pintura) e Macau (Filipe Dores, artes plásticas) e uma exposição de animação do artista plástico e cineasta brasileiro Alê Abreu relacionada com o seu filme “O Menino e o Mundo”, que também vai ser exibido em Macau.

As exposições vão decorrer entre 14 de Outubro e 12 de Novembro, no edifício do antigo tribunal, na Galeria de Exposições da Avenida da Praia, na Casa de Nostalgia da Avenida da Praia e na residência do cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong.
A mostra de artesanato vai poder ser vista na Feira do Carmo e a mostra de gastronomia “Sabores do Mundo” vai decorrer num restaurante da Torre de Macau e também no espaço onde vai decorrer o Festival da Lusofonia.

Este ano estão convidados “chefs” de cozinha de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Goa, Damão e Diu e Macau.

A Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa é organizada pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), sendo co-organizadores o Instituto Cultural de Macau e o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais da cidade. Conta ainda com a colaboração das associações das comunidades lusófonas que existem em Macau.

O percurso da diva

Yola Moutofa Coimbra Semedo, ou simplesmente Yola Semedo, nasceu a 8 de Maio de 1978, no município do Lobito, província de Benguela. Yola foi criada em São Tomé e Príncipe.
Iniciou a carreira em 1984, onde actuou como vocalista do grupo Impactus 4 (formado pelos seus irmãos), tendo feito a sua primeira grande aparição pública no cinema Arco Íris, na cidade do Lubango, interpretando o tema “A Minha Boneca”. Por ainda ser muito nova, Yola Semedo não participava sempre dos shows dos Impactus 4.

Nos finais de 1985, seu pai Orlando Mendes Semedo, deu início a um novo projecto musical, depois dos Impactus 4 e muitos outros, como foi o caso de “Projecção”, grupo em que Yola começou a tocar teclados, além de cantar. Yola também participou no Festival Internacional da UNESCO, realizado na cidade de Sófia, na Bulgária, tendo sido condecorada com o diploma de “Voz de Ouro”. (Jornal de Angola)

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