Togoleses chamados ao diálogo para êxito de reformas políticas

A população do Togo quer que o Presidente Faure Gnassingbé deixe o poder. Uma onda de protestos voltou a tomar conta do país na quinta-feira (07.09) (DR)

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) quer envolver-se na crise togolesa para um feliz desfecho da questão das reformas políticas, anunciou o presidente da Comissão da referida instituição, Alain Marcel de Souza.

De Souza, que visitou quarta-feira última Lomé, disse notar “uma vontade de diálogo”, convidando assim o maioria presidencial e a oposição à “calma e à não violência para garantirem a estabilidade política, económica e social do país”.

Mencionou uma crise de confiança entre os protagonistas políticos, exortando-os a apostarem no diálogo e fazerem concessões para que as reformas e a alternância sejam feitas em paz.

Alain Marcel de Souza instou os partidos políticos da oposição e a maioria presidencial a deixarem o Parlamento “trabalhar rapidamente em paz”.

“Se há diligências a fazer, estaremos ainda presentes”, garantiu, sublinando que a comunidade internacional não pode ficar de braços cruzados”, nomeadamente a CEDEAO cujo presidente da conferência dos chefes de Estado é o Presidente togolês, Faure Essozimna Gnassingbé.

Alain Marcel de Souza foi recebido em audiência pelo Presidente togolês, por algumas personalidades com quem que fez a viagem para Lomé liderando uma delegação da CEDEAO, fez o balanço da situação política no Togo com o Presidente togolês, o ministro da Administração Territorial e o da Segurança, Payadowa Boukpessi, bem como líderes dos partidos políticos envolvidos na crise e na sociedade civil.

Há perto dum mês, uma crise nascida da falta de reformas políticas aumenta a tensão entre a oposição e o regime de Faure Gnassingbé.

A oposição reclama pelo regresso à Constituição de 1992, pelo restabelecimento do escrutínio uninominal de duas voltas, pela limitação do mandato presidencial e pelo voto dos Togoleses da diáspora.

Uma sessão extraordinária aberta na Assembleia Nacional esta quinta-feira vai examinar o anteprojeto de lei relativo à revisão constitucional adoptada rapidamente na semana passada pelo Governo que tenta apagar um fogo latente no seio da população. (Panapress)

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