Sanções: China não exclui embargo ao petróleo fornecido à Coreia do Norte

(DR)

A ameaça é feita depois de um teste nuclear ter sido realizado com “total sucesso” no país comunista, no passado domingo, aumentando as tensões entre a comunidade internacional.

Cortar com o total fornecimento de petróleo à Coreia do Norte não está fora de questão, diz a China. A ameaça é feita depois de um teste nuclear ter sido realizado com “total sucesso” no país comunista, no passado domingo, aumentando as tensões entre a comunidade internacional.

A possibilidade de impor um veto sobre as importações de petróleo da Coreia do Norte foi estudada pelos Estados Unidos e pelo Japão, de acordo com informações divulgadas hoje em Tóquio, a que a agência EFE teve acesso.

“Se a China decidir cortar o fornecimento de petróleo para a Coreia do Norte, haverá um impacto imediato e bastante caro na economia [da Coreia]”, disse à CNBC Scott Seaman, diretor da área da Ásia na consultora Eurasia Group.

As exportações de gasolina em julho para o país liderado por Kim Jong-un, provenientes do seu único aliado, caíram 97% em relação ao ano anterior, mas analistas disseram que as exportações de crude para Pyongyang mantêm-se em níveis estáveis.

Apesar da aliada chinesa não reportar os números das exportações de crude para o país mais misterioso do planeta, fontes da indústria disseram à Reuters em abril que o país fornece cerca de 520 mil toneladas de crude por ano, através de um antigo oleoduto.

A realidade é que, se realmente quisesse, a China poderia colocar a economia do vizinho de joelhos, escrevem analistas da BBC. Poderia interromper o fornecimento de óleo e gás a Pyongyang. Sem falar nos bancos: acredita-se que a Coreia do Norte “lava” muito dinheiro através de instituições financeiras chinesas.

O último conjunto de sanções da ONU foi aprovado há menos de um mês, com o objectivo de cortar mil milhões de dólares de exportações da Coreia, atingindo grandes indústrias, como carvão e minérios. Mas os analistas alertaram que as medidas provavelmente não seriam suficientes para fazer a Kim recuar sobre o programa de armas nucleares. (Jornal Económico)

DEIXE UMA RESPOSTA