SADC envia missão de avaliação para o Lesotho

Membro das forças de segurança do Leshoto (EPA/STR SOUTH AFRICA OUT)

A COMUNIDADE para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) deve enviar hoje uma missão ministerial ao Lesotho para avaliar a situação após o assassinato do chefe do Estado-Maior do Exército do país, o general Khoantle Motsomotso.

Motsomotso foi morto a tiros por oficiais na terça-feira, num quartel militar de Maseru, um assassinato que reaviva a instabilidade político-militar no que reino montanhoso da África Austral.

“Fiel a um dos principais objectivos que é consolidar, defender e manter a democracia, a paz, a segurança e a estabilidade na região, a SADC enviará ao reino, em 7 de Setembro de 2017 (hoje), uma missão ministerial para avaliar a situação e determinar o mecanismo de intervenção requerido “, refere um comunicado divulgado pelo Departamento das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul.

O Presidente Jacob Zuma, que desde a última cimeira da SADC em Julho assume a liderança da organização regional, condenou o assassinato “insensato e lamentável” de Motsomotso, especialmente “porque a sua morte acontece dois anos após o assassinato do ex-Comandante da Força de Defesa do Lesotho, o general Maaparankoe Mahao, em Junho de 2015, criando-se assim um padrão perigoso no Reino do Lesotho”.

O primeiro-ministro basotho não forneceu detalhes sobre os assassinatos. Numa conferência de imprensa na terça-feira, Thomas Thabane, alem de lamentar o sucedido, disse somente que o incidente estava a ser investigado.

Segundo fontes oficiais de Maseru, dois dos envolvidos no assassinato do chefe do Estado-Maior – os coronéis Bulane Sechele e Tefo Hashatsi, mortos no incidente – estavam a ser investigados criminalmente por possível implicação no assassinato do general Maaparankoe Mahao, em 2015.

O Lesotho, monarquia constitucional, vive há bastante numa cíclica instabilidade político-militar. (Jornal de Notícias MZ)

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