Professores ameaçam nova greve

(Arquivo) Logótipo do SINPROF - Sindicato Nacional dos Professores de Angola (SINPROF)

O Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) admitiu ontem (5) a possibilidade de uma nova greve, considerando que ainda há “pontos divergentes”, como a nomeação de professores em regime probatório e em cargos de chefia.

Em declarações à Lusa hoje, a secretária-geral do Sinprof, Hermínia do Nascimento, recordou que as reclamações são contínuas, sobretudo devido à “exiguidade de vagas disponíveis e a reduzida dotação financeira para os referidos cargos”.

“Ainda temos vários professores a reclamar, há muitos anos que vêm exercendo esse cargo de chefia e não estão a receber e outros não estão nomeados”, disse, defendendo que, “enquanto as vagas continuarem exíguas, não haverá satisfação na plenitude” A dirigente sindical informou que as propostas dos sindicatos da educação continuam em análise no Ministério da Educação, pelo que é “prematuro afirmar” que todas as propostas foram já acolhidas.

Acrescentou que a questão ligada ao novo estatuto da carreira docente continua a merecer a atenção entre as partes. “Depois do último encontro, aguardamos por nova convocação do ministério, porque eles agora terão de compilar uma proposta, tendo em conta os pontos que achamos pertinentes para constarem do estatuto.

No último dia abordamos a questão da avaliação do desempenho tanto dos professores como dos técnicos pedagógicos”, sustentou. Hermínia do Nascimento referiu que por parte do sindicato vão ser ouvidas também outras entidades, com influência direta no processo, até que chegue a versão final.

Sem descartar a possibilidade de uma terceira greve no ensino geral, depois das duas que tiveram lugar em abril, a secretária-geral do Sinprof recomendou ao Governo que sair das eleições de 23 de agosto que dê prioridade às preocupações da classe.

“Na altura das duas paralisações de Abril demos uma moratória para resolução, daí que não estamos completamente satisfeitos quanto à resolução dos pendentes. Esperamos que o próximo Governo leve esta questão dos professores a peito e como prioritária, porque existem orientações expressas do Presidente da República”, recordou. (Valor Económico)

por Lusa
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