Presidente Temer acusado de liderar organização criminosa e de obstruir a justiça

O presidente Michel Temer, no dia 18 de maio de 2017, em Brasília (AFP / EVARISTO SA)

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral do país, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal

O presidente do Brasil, Michel Temer, foi esta quinta-feira denunciado, pela segunda vez em cerca de dois meses. Desta vez, acusado de liderar uma organização criminosa e de obstruir a justiça.

Na denúncia apresentada há dois meses a acusação a Temer era de corrupção passiva. Nessa altura, a Câmara dos Deputados acabou por absolver o presidente. O resultado desta nova votação é imprevisível. Se a oposição conseguir reunir dois terços dos votos dos parlamentares, Temer será afastado por seis meses e julgado então pelo Supremo o que, na prática, constitui o fim do seu governo, levando à realização de eleições antecipadas indiretas no prazo de um mês.

A dois dias de terminar o seu mandato, o procurador-geral da República Rodrigo Janot denunciou, além de Temer, mais oito pessoas, sete delas do núcleo duro da presidência da República. Dois, Eliseu Padilha e Moreira Franco são considerados os seus braços direitos. Os restantes são colaboradores íntimos do presidente, entretanto, já presos ou a cumprir prisões domiciliárias no âmbito da Operação Lava-Jato.

O oitavo nome é Joesley Batista, o dono da empresa líder do setor do processamento de carnes, que havia gravado o presidente sem ele saber, em março deste ano.
Áudio de conversa entre Temer e Joesley divulgado pelo Supremo

No total, a Procuradoria-Geral considera que o grupo de Temer lesou o estado em perto de 200 milhões de euros, através de subornos de empresas e desvios de companhias estatais. Era o próprio presidente que tinha, diz o procurador, “o papel central” do esquema, na denúncia. (Diário de Notícias)

por Lusa

DEIXE UMA RESPOSTA