Presidente senegalês insta África a investir mais em infraestruturas socioeconómicas

Chefe de Estado do Senegal e Presidente em exercício cessante da CEDEAO, Macky Sall. (AFP PHOTO / SEYLLOU)

O Presidente senegalês, Macky Sall, insistiu terça-feira em Dakar na necessidade, para África, de investir mais em infraestruturas socioeconómicas com vista a facilitar o deslocamento de pessoas e bens, bem como trocas comerciais no continente.

“É importante promovermos cada vez mais o investimento para realizarmos as nossas ambições do Programa de Desenvolvimento de Infraestruturas de África (PIDA) que é um instrumento importante de planificação e aplicação da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD)”, declarou Macky Sall na abertura da segunda edição da Assembleia dos Accionistas de Africa50.

Considerou que os Africanos devem “agir rapidamente” para atingirem os seus objectivos no domínio das infraestruturas, salientando a realização de programas prioritários no quadro do PIDA.

Na sua óptica, o PIDA tem projectos cuja execução necessita de cerca de 130 milhões de dólares americanos anualmente.

Considerou a iniciativa Africa50 como um instrumento inovador para atrair investidores privados para infraestruturas em África e uma “alavanca essencial para suprir o nosso défice em termos de infraestruturas e acompanhar a nova dinâmica do crescimento do nosso continente”.

O Presidente senegalês apelou aos países africanos para continuarem as reformas institucionais destinadas a melhorar o clima de negócios, garantir o desenvolvimento dos mercados de capitais e instaurar instrumentos adaptados aos financiamentos de projectos visados.

Afirmou que o PIDA identificou, de 2012 a 2020, cerca de 51 projectos a realizar no continente para um custo de 68 biliões de dólares americanos.

O Presidente Sall afirmou que o Senegal consagra perto de 64 porcento dos recursos previstos no seu programa trienal de investimento para o período 2017-2019 ao reforço das infraestruturas socioeconómicas.

Defendeu igualmente o reforço da parceria entre Africa50 e o sector privado africano, convidando este último a investir em África. (Panapress)

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