Polícia identifica 8 dos 10 suspeitos de roubo a residência mortos no Morumbi

Armas apreendidas com a quadrilha, segundo a polícia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Policiais civis alegam ter revidado disparos de quadrilha, que era monitorada no domingo (3) em bairro nobre da Zona Sul de São Paulo.

A polícia identificou, até a manhã desta segunda-feira (4), oito dos dez suspeitos de roubo a residências que foram mortos a tiros em suposto confronto com policiais civis na noite anterior no Morumbi, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo. Um dos identificados é Mizael Pereira Bastos, conhecido como Sassá, apontado como líder do grupo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) monitoravam a quadrilha, responsável por mais de 20 assaltos a casas e condomínios de luxo na região e na Grande São Paulo.

Na noite de domingo, segundo a SSP, os policiais impediram um roubo no momento em que os criminosos haviam entrado no imóvel e rendido a família. Ao perceberem a presença policial, os bandidos fugiram e trocaram tiros, de acordo com a versão oficial da polícia.

8 identificados

O confronto ocorreu nas ruas do Morumbi. De acordo com informações preliminares de um dos setores de inteligência da Polícia Civil, foram identificados os seguintes suspeitos mortos:

Edmilson José Rocha

Jeferson Souza de Melo

José Aldo Martins de Souza

Diego Ferreira da Silva

Paulo Ricardo Sena Matos

Felipe Macedo de Azevedo, vulgo Miojo

Mizael Pereira Bastos, vulgo Sassá

Lucas Augusto da Silva

Os outros dois homens que morreram na eventual troca de tiros com os policiais ainda não haviam sido identificados até a última atualização desta reportagem.

Os agentes do Deic e do Garra teriam montado campana por 6 horas e meia para conseguir flagrar a ação dos criminosos no Morumbi. Os policiais estavam com informações de que a quadrilha iria agir na região e foram ao local com carros descaracterizados por volta das 13h. Perto das 19h30, o bando notou a presença policial e decidiu fugir da casa que tinham invadido na Rua Pureus.

Um morador gravou o som do tiroteio na noite de domingo. O vídeo feito por celular não mostra o confronto, mas captou o barulho dos disparos. Foram ouvidos tiros e rajadas de armas como fuzis, revólveres e pistolas.
Outros moradores do Morumbi chegaram a pensar que os tiros fossem, na verdade, fogos de artifício.

20 minutos de tiros

Segundo o Bom Dia Brasil, foram quase 20 minutos de intenso tiroteio após uma quadrilha abortar um roubo em uma residência na região e tentar fugir.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o grupo criminoso era investigado havia sete meses. Os bandidos atacavam casas de alto padrão no Morumbi e Jardim Europa e condomínio de luxo na Grande São Paulo.
Na noite de domingo, eles tinham entrado numa casa no Morumbi, onde estavam três adultos e uma criança.

A quadrilha desistiu do assalto após notar a presença dos policiais. Não há informações se as vítimas foram feridas.

A família já prestou depoimento no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital, sobre a tentativa frustrada de roubo que sofreu.

Fuzis apreendidos

Segundo a SSP, a quadrilha morta no confronto com a polícia era responsável por mais de 20 furtos e roubos a residências. Com os criminosos foram apreendidos 4 fuzis, 3 revólveres, 2 pistolas e munição.

O confronto aconteceu no bolsão residencial formado pelas ruas Pirapó, Pureus, Melo Morais Filho e Santo Eufredo. Corpos baleados podiam ser encontrados nas três vias. Os criminosos estavam em dois carros, um Hyundai Santa Fé e um Fiat Toro, e tinham acabado de deixar uma casa do perímetro quando foram cercados pela polícia.

Na tentativa de fuga, o motorista que dirigia a Santa Fé colidiu contra um poste. Já o bandido que dirigia o Fiat Toro bateu em um carro descaracterizado da Polícia Civil. Dois dos ladrões tentaram escapar a pé, mas foram alvejados.

Uma Toyota Hilux que estava estacionada na rua e desocupada também foi atingida na confusão – por disparos e por um dos carros usados pela quadrilha. Marcas de tiros também podiam ser encontradas em imóveis da vizinhança e em outras viaturas do Garra que participaram da ação. (G1)

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