Percurso histórico da cidade do Huambo contado em palestra

Ângulo da cidade do Huambo (Foto: Aurélio Janeiro)

O percurso histórico da cidade do Huambo, capital da província com o mesmo nome, foi contado sábado aos munícipes, durante uma palestra sobre o tema “A urbe ontem, hoje e amanhã”.

O evento marcou a abertura das comemorações dos 105 anos da fundação da cidade do planalto central, pelo então governador-geral de Angola, general José Mendes Ribeiro Norton de Matos, a assinalar-se a 21 deste mês.

Na ocasião, o historiador Venceslau Cassesse disse que o percurso histórico da cidade do Huambo deve ser dividido em quatro etapas: a primeira vai de 1912 a 1928, a segunda de 928 a 11 de Novembro de 1975, a terceira de 1975 a 2002 e o último de 2002 até ao presente momento.

Explicou que os dois primeiros foram arcados pela ocupação, exploração e humilhação dos nativos, sendo que a cidade de Nova Lisboa, como era conhecida nesta época, estava dividida em parte urbana propriamente dita, bairros e sanzalas.

Venceslau Cassesse sublinhou que a cidade do Huambo foi a que mais cresceu durante o período colonial, depois de Luanda, daí a razão de, em 1928, período em que Vicente Ferreira foi governador-geral de Angola, ter sido proposto à capital do país.

O terceiro período, segundo o académico, foi marcado pelo conflito armado que destruiu a cidade e o parque industrial.

Com a conquista da paz, em 2002, prosseguiu, entrou-se na quarta etapa do percurso histórico da cidade do Huambo, com a construção de diversas infra-estruturas económicas e sociais, permitindo a captação de mais investimentos.

O palestrante abordou também os aspetos culturais, económicos, políticos e desportivos, bem como o importante papel desempenhado pelas missões católicas e evangélicas na formação do homem.

Entre os presentes na palestra destaca-se os vice-governadores para o sector político e social do Huambo, Guilherme Tuluca, para os serviços técnicos e infra-estruturas, Calunta Quissanga, o arcebispo emérito do Huambo, Dom Francisco Viti, e o secretário da IECA, Reverendo Tarciso Pedro Tchocombongue. (Angop)

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