Passos Coelho: As obras que o governo quer discutir já estavam previstas, mas não foram feitas “para cumprir a meta do défice”

(© Global Imagens)

O líder do PSD admitiu segunda-feira que as obras públicas que o governo pretende discutir com a oposição poderão ser as que já estavam definidas como prioritárias pelo anterior governo e não foram feitas para reduzir o défice.

“Tenho uma desconfiança de que as obras públicas que o governo está a pensar são todas aquelas que já estão decididas como prioritárias, estavam ao abrigo do Portugal 2020, mas o governo simplesmente não as fez porque tomou a opção – é a opção do governo, que nós respeitamos – de colocar o investimento público ao nível mais baixo de há muitos anos no nosso país, para cumprir a meta do défice”, disse.

Para Pedro Passos Coelho, que falava durante um encontro com apoiantes da coligação PSD/CDS-PP que concorre às eleições autárquicas para a Câmara de Palmela, “foram feitas escolhas” que implicaram que muitas das obras contratualizadas, ou previstas e calendarizadas ainda com o governo anterior, não tivessem sido realizadas pelo actual governo socialista.

“Falo, a título de exemplo, da ligação para mercadorias em bitola europeia, a partir de Sines até Caia (Espanha), como a valorização de toda a ligação de Aveiro até Espanha, muito relevante para as exportações portuguesas – e não só -, para que futuras empresas se venham a colocar perto destas localizações para transformar produtos que possam aportar a Portugal e a partir daqui ser exportados, quer por via marítima quer por caminho-de-ferro, para a Europa. Tudo isso estava previsto lá, não foi feito nada”, disse. (Observador)

por Lusa

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