MpD considera “irresponsável e demagógica” a atitude do PAICV quanto à situação do paludismo em Cabo Verde

Secretário-geral do MpD, Miguel Monteiro (DR)

O MpD criticou hoje o posicionamento do PAICV sobre a situação do paludismo no país, considerando ser “irresponsável e demagógica” a atitude do maior partido da oposição sobre o surto da doença no arquipélago.

A cidade da Praia registou desde o início do ano um total de 116 casos de paludismo autóctones, números recordes que preocupam as autoridades sanitárias de Cabo Verde.

Hoje, em conferência de imprensa, o secretário-geral do MpD, Miguel Monteiro, reconheceu que a “capital do país tem estado a verificar um surto de paludismo”, mas sublinhou que o caso tem sido abordado pelas autoridades “com total responsabilidade”.

O responsável do MpD diz ter a noção de que este é um trabalho em que a população tem um “papel fundamental a desempenhar, nomeadamente ao nível das medidas de prevenção”.

O secretário-geral do MpD informou que Governo tem estado a acompanhar a situação de “forma permanente e responsável”, apontando como exemplo mais recente desta acção, a “reunião de alto nível”, presidida pelo primeiro-ministro, para o reforço dos trabalhos de combate anti-vectorial.

Face a situação, indicou algumas das medidas tomadas nessa reunião para reforçar acções de fiscalização e de intervenção nos viveiros de água estagnada em prédios inacabados, obras de construção civil, poços e outros depósitos, assim como a intensificação das campanhas de sensibilização na comunicação social.

Das medidas a serem tomadas, citou ainda o estudo aprofundado da situação anormalmde casos de paludismo registado nos últimos meses e o reforço do financiamento e dos meios para o combate anti-vectorial, com vista a atingir os objectivos de erradicação do paludismo causado por causas autóctones em 2020.

Perante isso, asseverou que nos momentos de dificuldade é necessário “serenidade, acção e discernimento” de todos, lembrando, por outro lado, que, em 2009, aquando da epidemia de Dengue ou de Zika, em que o PAICV era Governo, todo o país se juntou à causa de combate desses flagelos.

“Cabo Verde não pode aceitar que numa matéria tão sensível como a saúde pública, haja um partido que se regozija com a desgraça alheia (…). A ausência de um projecto político tem transformado esse partido num franco atirador, que dispara para todos os lados, sem orientação e sem estratégia”, acusou.

Questionado se o Governo não se devia ter reunido mais cedo com a equipa governamental para fazer frente ao problema, o secretário-geral do MpD defendeu que o encontro foi mencionado como exemplo sobre o que o PAICV disse quanto ao governo estar “mudo e parado”.

Sobre a possibilidade de o insecticida utilizado para dar combate aos mosquitos estar fora de prazo, Miguel Monteiro sublinhou que estudos serão feitos e que só a partir daí serão apuradas as responsabilidades.

Dados divulgados na quarta-feira elo Ministério da Saúde indicam que o país tinha registado 68 casos de Paludismo, sendo 164 autóctones e 4 importados.

Entre os bairros de maior incidência de paludismo estão os da Várzea, Achada de Santo António, Achadinha, Ponta Belém e Lém Ferreira, todo na cidade da Praia, ilha de Santiago (Inforpress)

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