Melhoria dos sistemas de Saúde em África: OMS denuncia falta de vontade política

Libéria (Afp)

UM estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que as desigualdades no acesso à saúde em África se devem à falta de vontade política e à mobilização de poucos recursos financeiros para o sector.

Quarenta e sete ministros africanos da saúde reuniram-se de 29 de Agosto a 1 de Setembro, no Zimbabwe, na 67ª sessão anual do comité regional da OMS.

Falando no encontro, a directora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, considerou que a desigualdade no acesso à saúde está a crescer na maior parte dos países na medida em que aumenta o fosso social entre ricos e pobres.

“Com os objectivos de desenvolvimento sustentáveis adoptados recentemente por todos os países, temos novas oportunidades para melhorar os cuidados de saúde e torná-los universais”, afirmou Moeti, do Botswana. “Temos também de nos focar em sistemas de saúde resilientes, robustos, para todos, algo que não era destacado nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”.

MAIS DINHEIRO

Dirigindo-se aos participantes desse encontro, Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS, pediu, por sua vez, aos Governos africanos que destinem mais dinheiro ao sector da saúde, para prevenir doenças e, assim, poupar dinheiro.

“Temos de passar para uma abordagem voltada para os resultados”, disse o etíope Ghebreyesus. “Temos de tentar medir o impacto”, por exemplo, o número de vidas que se pode salvar.

Segundo o responsável, é preciso que os Governos honrem o compromisso assumido na declaração de Abuja de 2001 e reservem 15% dos seus orçamentos anuais para despesas com a saúde.

Dezasseis anos depois, segundo as Nações Unidas, só um país cumpriu esse objectivo, 26 países aumentaram (mas sem atingir a meta) o financiamento para o sector da saúde e 11 diminuíram o montante alocado. Nos outros nove países, não houve nem subidas, nem descidas. (Jornal de Notícias)

por DW

DEIXE UMA RESPOSTA