Malária provoca primeira morte em Cabo Verde

Malária é provocada pela picada do mosquito Anopheles fêmea (DW)

Homem de 40 anos morreu na cidade da Praia. Capital regista o maior número de casos da doença. Autoridades falam em epidemia e investem em campanha de limpeza urbana.

Um homem morreu na sexta-feira (15.09), na cidade da Praia, por causa da malária, tornando-se o primeiro óbito provocado pela doença, que já conta com mais de 200 casos em todo o país, com maior incidência na capital.

A informação foi avançada à agência Lusa pelo diretor do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP) de Cabo Verde, António Moreira, indicando que se trata do caso de um autóctone, de um homem de 40 anos, do bairro do Paiol.

António Moreira disse que o homem não resistiu porque além de apresentar antecedentes de alcoolismo, de depressão, entre outras complicações, demorou muito tempo para chegar ao hospital.

O responsável salientou, porém, que se trata de um caso isolado, já que o que se tem constatado é que as pessoas têm-se dirigido às estruturas de saúde ao primeiro sintoma, o que permite diagnosticar a doença mais cedo.

O homem foi enterrado no cemitério da Várzea, um dos bairros da capital cabo-verdiana com mais casos de malária. Até sexta-feira, 207 casos foram registados em todo o país, a quase totalidade na Praia, onde já é considerada epidemia pelas autoridades.

Campanha

A Câmara Municipal da Praia realizou este sábado mais uma campanha de limpeza em diferentes bairros para eliminar focos de mosquitos, demolir pardieiros, remover carcaças das ruas e sensibilizar a população.

Na quinta-feira, o Governo cabo-verdiano aprovou uma verba de emergência de 526 mil euros para reforçar o combate à doença provocada pela picada do mosquito Anopheles fêmea.

O ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, especificou que o valor servirá para contratar mais 45 elementos para a luta antivetorial, aquisição de material, inseticida e mais meios de transporte, sobretudo para a capital do país.

A malária, ou paludismo, ainda sem vacina, é uma doença “instável”, de transmissão sazonal, cujo maior período vai de julho a dezembro, toda a população é vulnerável, mas tem baixo risco de epidemia. (DW)

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