Jovem com tumor no cérebro espera cirurgia há mais de um ano, mas dívidas da Junta de Saúde travam operação

O jovem Madibo Francisco, de 24 anos, está há um ano e três meses à espera para ser operado a um tumor no cérebro (DR)

O jovem Madibo Francisco, de 24 anos, está há um ano e três meses à espera para ser operado a um tumor no cérebro, procedimento que tem de ser feito no exterior mas continua pendente por falta de meios da Junta Nacional de Saúde, disse ao Novo Jornal Online fonte familiar.

De acordo com Artur António, irmão mais velho do paciente, a situação clínica de Madibo Francisco está muito complicada. “Neste momento ele se encontra nos Cuidados Intensivos do Josina Machel (Maria Pia). Fomos à Junta Nacional de Saúde e um dos funcionários daquele serviço deu-nos a conhecer que não será possível encaminhar o meu irmão para Portugal, devido a problemas que não lhe compete falar”, conta.

Embora a família não tenha sido informada sobre os motivos da impossibilidade de uma transferência para o exterior, é do domínio público que, só em Portugal, a Junta acumulou uma dívida de mais de 10 milhões de dólares, enquanto na África do Sul esse valor ronda os 100 mil dólares.

A situação obrigou alguns doentes a regressar ao país ou a procurar formas alternativas para custear os tratamentos no estrangeiro.

No caso de Madibo, a solução até aqui encontrada passa por uma campanha de solidariedade para angariar o montante necessário para a intervenção – 15 mil dólares norte-americanos -, iniciativa lançada pelo projecto social Ubuntu, através da sua página no Facebook.

Para além de enaltecerem as qualidades de Madibo – descrito como um “jovem trabalhador da Universidade Metropolitana, também conhecida como IMETRO, recém-formado, conhecido por sua afabilidade e seu senso de companheirismo” -, os promotores da campanha destacam a urgência do seu quadro clínico.

“A doença parece evoluir rapidamente. Madibo perdeu a visão no olho esquerdo, tem tido dificuldades em falar correctamente (…) e tudo indica que o quadro vai se alterando (piorando). As várias clínicas que frequentou em Luanfda, com ajudas e doações, não estão em condições de promover a operação, que de certa forma parece oferecer um grau de complexidade que desafia as cirurgias realizadas em Luanda”, lê-se na mensagem que está a ser partilhada pelo projecto Ubuntu.

Ainda segundo esta campanha, o pedido de 15 mil dólares resulta dos contactos efectuados com algumas instituições médicas em França e Espanha e na Índia.

Esta é a única esperança, garante o irmão Artur António. “Os médicos foram sinceros com a minha família. O chefe de equipa da área de cirurgia informou-nos que não há nada a fazer. A única solução que nos resta é encaminhar o Madiba para fora do país”, explicou ao Novo Jornal Online. (Novo Jornal Online)

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