Inspector da Polícia Nacional acusado de assalto e de balear jovem de 22 anos

Logitpo da Policia Nacional (Foto: Francisco Miudo)

Edgar Aldair Caetano foi baleado com gravidade no braço esquerdo, supostamente ao tentar impedir que o cunhado fosse espancado e agredido por um inspector da Policia Nacional (PN).

O incidente ocorreu no inicio da manhã deste domingo, no bairro Kassequel do Buraco, distrito da Maianga, confirmou ao Novo Jornal Online fonte da família.

De acordo com a mãe do jovem, Carolina Caetano, o incidente aconteceu quando Edgar viu o seu cunhado ser espancado por dois elementos, na rua 54, do Kassequel, por volta das 04:00 da manhã.

“O meu filho estava numa festa com o meu genro e a minha filha. O meu genro saiu do recinto e foi surpreendido por dois cidadãos que lhe roubaram o fio de ouro e a carteira”, explicou. “Quando o meu filho apareceu naquele momento em que decorria a confusão, um dos assaltantes disparou três vezes. O meu filho foi atingido por um dos disparos no braço esquerdo.

Quando chegou a equipa do Serviço de Investigação Criminal (SIC), um dos assaltantes, o que disparou, identificou-se como polícia junto dos seus camaradas de armas, alegando que estava de serviço.

Segundo uma fonte da Procuradoria da Esquadra do Kassequel do Lourenço, que falou ao Novo Jornal Online sob anonimato, “o inspector Alexandre Balão Gomes já tem antecedentes. Esteve preso há bem pouco tempo na Comarca de Viana por ter cometido um crime em que usou arma de fogo contra um segurança, e, ainda no mês passado, deu tiro na perna de um cidadão”, afirmou.

Perante este episódio, o Novo Jornal Online contactou o intendente da Polícia Nacional, Mateus Rodrigues, que garantiu que o acusado se encontra detido.

“A Polícia está a par desta situação. O inspector foi detido no mesmo dia, o processo está a decorrer”.

Quem também foi detido foi a vítima dos disparos e a irmã que, segundo a mãe, se dirigiram à 5º esquadra para saber do andamento do processo e um agente do SIC os deteve sob alegação de terem ferido um dos jovens na mesma confusão.

“A minha filha, que deu à luz há três semanas, nem esteve envolvida nesta confusão. Eles foram para esquadra saber do andamento do processo e o agente do SIC entendeu que tem de prender os meus filhos”, disse Carolina Caetano, sublinhando que os jovens não foram ouvidos pelo investigador quando foram postos na cela.

Mateus Rodrigues, questionado sobre esta situação, afirmou que os dois irmãos só estão detidos porque estão a ser acusados de ter aleijado um dos jovens durante a confusão… vamos averiguar o que aconteceu”. (Novo Jornal Online)

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