INE reafirma para este ano Recenseamento Agropecuário e Pesca

Aposta numa agricultura diversificada (Foto: Pedro Parente)

Censo da Agricultura, Pecuária e Pesca, 
com arranque inicialmente previsto para Junho, deve avançar 
ainda este ano. Atraso explica-se pela ausência de suporte legal, 
mas condições prévias estão asseguradas.

O arranque do Recenseamento Agropecuário e Pesca (RAPP) está dependente da aprovação de um pacote legal de suporte pelo Conselho de Ministros, adiantou, ao VALOR, o director do Instituto Nacional de Estatística (INE) que reafirma, entretanto, para este ano, o início da operação.

De acordo com Camilo Ceita, as acções técnicas prévias ao arranque do censo estão concluídas, pelo que, tão logo seja aprovado o pacote legal, deverão iniciar as actividades operacionais.

O RAPP terá abrangência nacional, em alinhamento com as recomendações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), e deve fazer um levantamento das actividades agrícolas, pecuárias e aquícolas, classificando-as em explorações familiares, empresariais ou grandes explorações.

Com o financiamento global avaliado acima dos 24,9 milhões de dólares, repartidos em parcelas anuais, entretanto já garatidas pelo Banco Mundial, através do Projecto Estatístico, firmado este ano, o recenseamento deve “disponibilizar ao Governo e aos intervenientes dos sectores envolvidos dados confiáveis, credíveis e suficientemente desagregados”, segundo Ceita.

Para a actividade censitária, o INE vai contar com os seus técnicos e dos ministérios envolvidos, designadamente, o da Agricultura, Pescas e de consultores da FAO. No total, a operação vai envolver cerca de 27 mil técnicos, entre pessoal administrativo e agentes de campo.

Neste momento, os Ministério da Agricultura e das Pescas possuem informações administrativas produzidas por si, referentes às unidades de produção, mas Camilo Ceita considera que os dados dos ministérios “valem o que valem”, admitindo, no entanto, que têm sido revistos pelo INE, “com vista a melhorar a respectiva qualidade”.

A Organização das Nações Unidas recomenda que os censos agropecuários e pesqueiros sejam realizados, no máximo, até três anos, após a realização do Censo Populacional e Habitação, que, no caso de Angola, ocorreu em 2014.

No calendário do INE, além de outras actividades, para 2018 prevê-se a realização do Censo Empresarial cujo objectivo passará por actualizar as informações referentes ao parque empresarial em Angola. (Valor Económico)

DEIXE UMA RESPOSTA