Içada bandeira em homenagem ao primeiro Presidente da República

Cerimónia oficial do hastear de bandeira monumento (Foto: Lucas Neto)

A bandeira monumento foi içada hoje, domingo, no museu da História Militar (Ex-Fortaleza de São Miguel), no distrito urbano da Ingombota, em Luanda, no âmbito das comemorações do dia do Heroi Nacional, num acto presidido pelo ministro do interior, Ângelo da Veiga Tavares.

O 17 de Setembro é o dia Herói Nacional em homenagem aos nacionalistas angolanos, particularmente, a António Agostinho Neto, nascido a 17 de Setembro de 1922, em Caxicane, Icolo e Bengo (Luanda), e falecido a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, ex- URSS, por doença.

Em declarações à imprensa, Ângelo da Veiga Tavares destacou os feitos do primeiro Presidente de Angola na consolidação da independência nacional e na reconciliação dos povos.

Aproveitou a ocasião para reconhecer os feitos do Presidente, José Eduardo dos Santos, enquanto continuador dos feitos do primeiro Presidente da República.

A bandeira pesa 40 quilos, tem 18 metros de comprimento e 12 de largura, sendo içada num mastro de 75 metros de altura que pode suportar ventos até 200 quilómetros e pode ser vista em todas artérias da baixa de Luanda.

A bandeira da República de Angola foi içada pela primeira vez as zero horas de 11 de Novembro de 1975, com a proclamação da Independência Nacional pelo primeiro Presidente de Angola independente, António Agostinho Neto.

A base é constituída por um mastro de 75 metros de altura e 25 toneladas de peso, sob uma base de 1,5 metros de diâmetro, constituída por cerca de 200 metros cúbicos de betão armado, enquanto no topo, de 30 centímetros, está incrustada uma luz de sinalização aeronáutica.

O mastro, que pode oscilar até um metro para os lados, suporta uma bandeira nacional, com 18 metros de comprimento e 12 de largura, pesando cerca de 40 quilos, cujo material de confecção (pano) está preparado para suportar adversidades do tempo, mormente ventos de até 200 quilómetros por hora.

Tem duas cores dispostas em igual número de faixas horizontais, sendo a superior de cor vermelha-rubra e a inferior preta, representando:

A vermelha-rubra, o sangue derramado pelos angolanos durante a opressão colonial, a luta de libertação nacional e a defesa da pátria, enquanto a preta o continente africano.

Ao centro, figura uma secção constituída por uma semi-roda dentada, símbolo dos trabalhadores e da produção industrial, uma Catana, em homenagem aos camponeses, a produção agrícola e a luta armada, por fim uma estrela, que representa a solidariedade internacional e o progresso.

Assistiram a cerimónia membros do Executivo, altas patentes da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas, do Governo Provincial de Luanda (GPL), representantes de partidos políticos e autoridade tradicionais.

O acto culminou com a deposição de uma coroa de flores no sarcófago de António Agostinho Neto, no Memorial localizado no bairro da Kinanga, na Ingombota. (Angop)

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