Fronteira e mercado transfronteiriço do Luvo reabrem depois de 20 dias encerrados por causa das eleições

(Foto: Sandra Bernardo)

A fronteira do Luvo, na província do Zaire, reabriu este fim-de-semana, depois de 20 dias encerrada por causa das eleições em Angola, coincidindo com a realização do mercado transfronteiriço que esteve igualmente suspenso no período eleitoral.

Como o Novo Jornal Online constatou no local, mais de 30 mil pessoas, na maioria congoleses da República Democrática do Congo (RDC), estiveram no mercado transfronteiriço do Luvo e com eles a azáfama de comprar e vender num espaço comercial importante para as populações dos dois lados da fronteira.

As autoridades angolanas optaram por manter este posto fronteiriço e o mercado que ali se realiza encerrado durante 20 dias, durante período eleitoral estivesse, tendo sido reabertos no Sábado, com o frenesi habitual e reforçado pela suspensão forçada.

No momento em que a fronteira foi reaberta, como o Novo Jornal Online constatou no local, centenas de cidadãos da RDC apressaram-se a atravessar para o lado angolano em busca das bancas do mercado para, vender, uns, e comprar, outros.

Este mercado realiza-se alternadamente do lado angolano e congolês, tendo este fim-de-semana calhado do lado angolano.

“Estamos satisfeitos com a reabertura da fronteira porque isso nos permite voltar ao mercado e também por isso quer dizer que foram realizadas eleições pacíficas em Angola”, disse ao Novo Jornal Online, Clarice Mayamba, cidadã da RDC que vende neste mercado há quatro anos.

Os bens alimentares como arroz, açúcar, óleo alimentar, fuba de milho, leite em pó, assim como material de construção, designadamente cimento, entre outros, são os produtos mais comercializados por cidadãos angolanos na fronteira.

Do lado congolês chegam bens como vestuário, calçados, telemóveis, aparelhos audiovisuais, utensílios domésticos, panos africanos, produtos de higiene, além de, entre outros, farinha de mandioca (bombom).

“A abertura da fronteira é uma festa para nós”, conta Armando Mafany, que vive em Mbanza Congo e, que regularmente vende combustíveis na fronteira.

A comuna do Luvo está localizada a 60 quilómetros a norte da sede municipal de Mbanza Congo, capital da Província do Zaire e, o mercado fronteiriço existe desde os anos de 1980 e abre todos os fins-de-semana.

“Está semana, o mercado realizou-se do lado de Angola. Na próxima semana, os angolanos atravessam para outro lado da RDC. É Assim que funciona o mercado”, conta o agente da Polícia Nacional Osvaldo Leite.

Segundo o agente, houve muita confusão, hoje da entrada dos cidadãos da RDC devido à paralisação do mercado fronteiriço durante 20 dias.

“Este mercado suporta a vida dos cidadãos de ambas as partes. Por isso, a reabertura da fronteira é bem-vinda”, acrescentou.

Porém, este mercado, e eventualmente, o posto fronteiriço, podem voltar a encerrar quando, no final deste ano, ou já em 2018, tiverem lugar as eleições gerais na RDC, para as quais se espera que surjam problemas sérios devido à prolongada crise políticas e eleitoral em que o país vizinho vive há quase dois anos, devido à dificuldade do Presidente Joseph Kabila abandonar o poder. (Novo Jornal Online)

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