França cessa exploração petrolífera até 2040

Plataforma de petróleo off shore Girassol (Foto: Francisco Miúdo)

A partir de 2018, a França deixará de emitir novas licenças para a exploração de petróleo, embora algumas das actuais possam ser alargadas. O objectivo é acabar coma exploração petrolífera até 2040.

A França vai deixar de emitir licenças para a exploração de petróleo e gás a partir de 2018., num esforço para acabar com a produção destas duas matérias-primas até 2040, de acordo com uma proposta de lei apresentada no conselho de ministros francês esta quarta-feira e citada pela Bloomberg.

Esta medida permitiria a Governo de Macron recusar mais de e 40 pedidos já recebidos, ao passo que algumas das licenças já existentes poderão ser alargadas para respeitar contratos, diz o documento. Tais são os casos da licença concedida à Guyane Maritime, na Guiana Francesa, onde a Total tem uma participação, de acordo com um conselheiro do ministro da Ecologia francês, Nicolas Hulot.

Em Paris, Hulot disse aos jornalistas que esta legislação permitiria que “nos libertássemos progressivamente”, tal como “permitir que os investidores vão mais além nos seus investimentos em energias renováveis. Atualmente, o petróleo e o gás deixam-nos dependentes da geopolítica”.

A legislação agora proposta é parte do plano de Macron para liderar a luta às alterações climáticas, depois de Trump ter abandonado a Cimeira de Paris. Apesar de a produção francesa de gás e petróleo ser pequena, o plano pode afetar empresas como a Vermilion Energy Inc., que tem várias concessões, e reduzir o potencial de novas descobertas na Guiana Francesa, afirma a Bloomberg.

O documento citado pela Bloomberg afirma ainda que a França extraiu sei milhões de barris em 2015, apenas 1% das suas necessidades. A produção francesa de petróleo e gás em solo francês gera um total de 300 milhões de euros em receitas anuais e emprega cerca de 5000 pessoas, direta e indiretamente. A lei que está em discussão impedirá que as licenças existentes sejam renovadas para lá de 2040.

Recorde-se que esse é o ano em que a França deverá deixar de vender automóveis com motor de combustão, tal como Hulot havia já anunciado. Mais cedo, em 2022, chegará o aumento de impostos nos combustíveis fósseis, que antecederá o fecho de centrais eléctricas a carvão e um maior investimento estatal em energias renováveis. (Jornal Económico)

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