Enaltecidas qualidades de Uanhenga Xito para unificação naciona

Uanhenga Xitu (DR)

Os feitos e qualidades de Agostinho Mendes de Carvalho “Uanhenga Xitu” foram destacados hoje (sábado) pelo professor universitário Vicente Pinto de Andrade, considerando-o “homem de trato fácil e que mostra as trilhas, dando o poder e oportunidade de escolha à cada pessoa”

Estas apreciações foram feitas durante uma palestra realizada no quadro das comemorações do 93º aniversário de Uanhenga Xitu, escritor e nacionalista angolano falecido em 2014.

De acordo com Vicente Pinto de Andrade, que falava sobre “O Caminho do Tarrafal com Agostinho Mendes de Carvalho”, a política do nacionalista era uma forma de intervenção e de tecer laços entres as famílias e comunidades e que era referência de unificação e espírito de reconciliação, que deve ser preservada em unificação.

Por sua vez, o acadêmico britânico Justin Pearce considerou que na literatura de Uanhenga Xito nota-se o desejo de se ver Angola com uma identidade nacional apartidária.

Justin Pearce observou que ao escrever sobre a história de Angola, Uanhenga Xitu espelhava o que acontecia em todo o continente africano antigamente colonizado e as estórias de libertação nacional.

Na ocasião, o filho de Uanhenga Xito, André Mendes de Carvalho, atribui a homenagem feita ao pai uma oportunidade de ouvir testemunhos de pessoas com quem conviveu no Tarrafal e da apreciação que os mesmos tem depois de uma longa vivência sobre o seu posicionamento na sociedade.

Considerou o autor muito particular com um estilo literário próprio e característico à sua personalidade.

Para Jurelmo Lopes, um dos netos e membros da Fundação Uanhenga, a literatura do escritor tem sido estudada por acadêmicos internacionais que tem mostrado um grande interesse investigativo, contribuído assim para a divulgação da mesma.

Nascido em Calomboloca, região de Catete, província do Bengo, Mendes de Carvalho abraçou, ainda jovem, a causa libertadora do país, tendo sido preso nas cadeias da PID-DGS (Polícia Política Portuguesa), no início da década de 60.

Uanhenga Xitu foi membro da União dos Escritores Angolanos, que recentemente o homenageou pela sua importância dentro do cenário literário angolano. É autor das obras “O Meu Discurso”, “Mestre Tamoda”, “Bola com Feitiço”, “Manana”, “Vozes na Sanzala (Kahitu)”, “Mestre Tamoda”, “Os Sobreviventes da Máquina Colonial Depõem”, “Os Discursos do Mestre Tamoda”, “O Ministro” e “Cultos Especiais”. (Angop)

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