Descoberto planeta mais escuro da Via Láctea

(© Reprodução / Youtube)

Cientistas do Canadá e Grã-Bretanha descobriram qual é o planeta mais escuro da Via Láctea

Inacreditável que um planeta soprado pela sua estrela, e assim aquecido até 2.500 graus, reflecte só 0,6 % da luz recebida e seja o membro mais escuro da nossa galáxia!

Cientistas do Canadá e Grã-Bretanha descobriram qual é o planeta mais escuro da Via Láctea. Esse corpo celeste localiza-se na constelação de Auriga e reflecte apenas 0,6 % da luz que recebe de sua estrela.

Nos últimos dez anos, os cientistas encontraram milhares de planetas situados fora do nosso Sistema Solar. Uma parte considerável deles são “júpiteres quentes” — planetas extrassolares maiores e mais fáceis de serem observados. No entanto, as temperaturas de suas atmosferas são realmente infernais. Para ter uma noção, se trata de 725 a 2.225 graus Celsius.

Muitos desses planetas são quase invisíveis para os olhos humanos porque são extremamente escuros, sendo que sua atmosfera é composta por grande quantidade de íons de metais alcalinos e outros elementos que absorvem a luz visível.

O planeta mais extraordinário deste grupo é o WASP-12b, que se encontra na constelação de Auriga, à distância de 1.400 anos-luz da Terra.

Além disso, a sua estrela sopra sobre o planeta e elimina a sua atmosfera, o que, por sua vez, o aquece até 2.500 graus Celsius.

Quando os cientistas analisaram as fotografias do telescópio espacial Hubble, descobriram dados insólitos, a intensidade luminosa do WASP-12b quase não mudou durante um eclipse. Assim, eles concluíram que este “júpiter quente” é quase completamente preto: reflecte só 0,6% da luz que recebe.

“Esse nível de albedo [uma medida relativa da quantidade de luz reflectida, o que ocorre sobre superfícies de maneira directa ou difusa] é o mínimo para qualquer corpo celeste e indica que esse planeta é mais negro do que o carvão”, diz o astrónomo Taylor Bell da Universidade de McGill em Montreal.

Segundo sublinha a equipe, ainda há muito caminho a percorrer quanto à observação e estudo de planetas tão longínquos e únicos (Sputik)

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