Cuanza Norte: Seroprevalência da Sida regista taxa de três por cento em um ano

Cuanza Norte: Apresentado diagnóstico provincial sobre o VIH-Sida (Foto: Estevão Manuel)

A província do Cuanza Norte registou uma taxa de três por cento em matéria de seroprevalência do VIH-Sida, de 2015 à 2016, segundo dados do inquérito sobre indicadores múltiplos de saúde realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no referido período e apresentada sexta-feira, em Ndalatando.

O dado vem expresso num relatório sobre indicadores múltiplos de saúde da província apresentado pelo INE em decorrência de um inquérito dirigido a cidadãos dos 15 aos 49 anos de idade.

O estudo que visou determinar o conhecimento sobre o VIH-Sida, as atitudes e comportamento dos cidadãos em relação à doença, adesão aos testes voluntários e prevalência da pandemia, conclui que as mulheres com uma taxa de 17 porcento, contra 7 porcento dos homens, estão melhor informadas sobre os sintomas, riscos e métodos de prevenção da referida doença.

À luz do aludido inquérito ficou determinado que 80 por% das mulheres e 79 porcento de homens sabem onde fazer o teste do VIH-Sida, numa altura em que 38 porcento das mulheres inquiridas e 52 porcento dos homens aderirem aos testes voluntários da doença nos últimos doze meses, enquanto um universo de 44 porcento de mulheres grávidas foram aconselhadas e testadas contra Sida.

Os indicadores inserem ainda um diagnóstico sobre o nível de fecundidade da população, conhecimento sobre uso de contraceptivos, planeamento familiar, nutrição infantil e combate a malária que concluiu a existência de uma média de sete filhos por cada mulher em idade fértil ao nível da província do Cuanza Norte .

Ficou ainda determinado que 5 porcento das mulheres casadas inquiridas têm conhecimento da importância do recurso à contraceptivos modernos como método de planeamento familiar e 30 porcento das crianças de 12-23 meses receberam todas as vacinas básicas.

O inquérito certificou, por outro lado, que 45 porcento das famílias inqueridas contam com crianças menores de 5 anos afectadas por malnutrição crónica, enquanto 36 porcento do universo de petizes avaliados e com idades compreendidas entre os 6 e 59 meses já terão sido afectadas pela malária.

Já no contexto nacional, a fonte do INE revela que para o presente estudo foi usada uma Amostragem baseada nos resultados da cartografia do Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH) de Angola realizado em 2014, que abrangeu 627 unidades primárias de saúde e 16.244 agregados familiares seleccionados em zonas urbanas e rurais.

A mesma fonte esclarece que o referido inquérito sobre Indicadores Múltiplos de Saúde foi realizado com a parceria directa do Ministério da Saúde (MINSA) e do Planeamento e Desenvolvimento Territorial (MPDT), a par de organismos internacionalmente certificados em matéria de inquéritos sobre diagnóstico de saúde.

Da actividade orientada por técnicos do INE idos de Luanda e decorrida na Escola Superior Politécnica do Cuanza Norte, participaram distintos membros do governo provincial, estudantes e convidados. (Angop)

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