Conferência electiva do ANC: Secretário-geral diz ser questão de “vida e de morte”

Jacob Zuma perante o Parlamento na cidade do Cabo em 2016 (RODGER BOSCH / AFP)

À MEDIDA que o Congresso Nacional Africano (ANC) se prepara para a sua conferência electiva em Dezembro, o partido terá que escolher “entre a vida e a morte”. Esta é posição de Gwede Mantashe, secretário-geral do partido no poder na África do Sul.

“A eleição que o ANC tem em Dezembro é uma escolha entre a vida e a morte. É uma escolha entre a prosperidade e a catástrofe. A escolha que temos em Dezembro é, antes de tudo, de purificação do ANC, porque estamos em transição, em mudança de uma época para outra”, disse Mantashe no domingo, durante uma palestra sobre Oliver Reginald Tambo, antigo presidente do partido, em Vosloorus, leste de Joanesburgo.

Mantashe avisou contra o uso de “truques sujos” para desacreditar candidatos à eleição presidencial do ANC.

“Se enveredarmos por essa via camaradas, devemos saber que é o começo do fim do Congresso Nacional Africano “, alertou ele.

As suas observações acontecem apenas uma semana depois que o vice-Presidente Cyril Ramaphosa, um dos potenciais sucessores do Presidente Jacob Zuma na chefia do partido, fez as manchetes da imprensa local pelo seu suposto envolvido num escândalo sexual.

Ramaphosa denunciou que essa “campanha suja” visava desacreditá-lo e que estava a ser conduzida “através de recursos estatais”.

Palestra de domingo, Mantashe disse que o ANC precisa de líderes que possam unir as visíveis facções no partido e lidar com a corrupção, para o bem do país.

“ […] Precisamos de nos limpar de sermos conhecidos pela corrupção, sermos conhecidos pela pilhagem e sermos conhecidos pela ‘captura do Estado’. Esta fase de transição precisará de uma liderança de calibre particular”, disse o secretário-geral.

Perante esses desafios, Mantashe acrescentou que na conferência prevista para 16 a 20 de Dezembro próximo, o ANC deve eleger líderes credíveis.

“As organizações sociais do ANC devem analisar cada líder e não apenas apoiar um nome que lhes é levado. Conversem com o indicado e analisem todas as suas características para ver se ele passa [no teste]”, recomendou.

Vários nomes se apresentam para a presidência do ANC na conferência de Dezembro, sendo os favoritos Cyril Ramaphosa e a Nkosazana Dlamini-Zuma. (Jornal de Notícias MZ)

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