Caças de Israel “atacaram instalação de armas químicas” na Síria

(JACK GUEZ)

Governo de Bashar al-Assad acusou esta quinta-feira Israel de ter lançado um ataque contra uma das suas bases militares no noroeste da Síria, perante rumores de que o bombardeamento aéreo executado por caças do Estado hebraico atingiu uma fábrica de armas químicas do regime. Em comunicado, o Exército sírio disse que os mísseis israelitas foram lançados a partir do espaço aéreo do Líbano tendo como alvo uma base próxima da fábrica de Massiafe, num ataque que terá provocado a morte de dois soldados.

Notícias avançadas pelos meios de Comunicação Social árabes, e ainda por confirmar, dão conta de que os mísseis atingiram aquela central de produção de armas químicas na província de Hama. Israel, que no passado executou ataques clandestinos contra fábricas de armamento do regime sírio, ainda não comentou o assunto publicamente.

O incidente tem lugar dias depois de uma equipa de investigadores da ONU ter apontado o dedo ao Governo sírio pelo poderoso ataque com armas químicas que, em abril, provocou pelo menos 83 mortos em Khan Sheikhoun, cidade controlada pelos rebeldes — e que levou a administração de Donald Trump a ordenar o primeiro ataque direto a uma base militar síria desde o início da guerra no país em março de 2011.

As comunidades de serviços secretos do Ocidente garantem que Damasco continua a produzir armamento químico, incluindo em Massiafe, violando o acordo de 2013 que previa a total eliminação dos seus depósitos de gás sarin e de outras armas dessa natureza.

Nos últimos anos, Israel tem conduzido ataques aéreos esporádicos contra centrais químicas na Síria; recentemente, o Governo de Benjamin Netanyahu acusou Assad de permitir que o Irão, o arquirrival dos hebraicos, construa fábricas de produção de mísseis no território sírio e defendeu que a campanha aérea israelita tem como objetivo impedir a transferência de armamento avançado para a milícia libanesa Hezbollah, outra aliada do Presidente sírio. (Jornal Expresso)

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