Angola estreia com o Uganda

Seleção Nacional de Basquetebol sénior masculina (Foto: Rosário dos Santos)

A Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol dá início hoje às 21h00, tempo de Angola, diante da similar do Uganda, a caminhada rumo ao resgate do título de campeão africano das nações.

O encontro de estreia é referente ao Grupo B da fase preliminar, com sede na cidade de Dakar, Senegal, que termina no domingo.
Angola e Uganda registam esta noite, nos memoriais da FIBA-África, a primeira partida entre ambas. Com um percurso em nada comparado ao do adversário, o “cinco” nacional às ordens do angolano Manuel Silva “Gi” é candidato à vitória.

Estreado em 2015 na Tunísia, num Afrobasket, os ugandeses apesar de reconhecerem a superioridade teórica dos angolanos e embora a consumação do facto seja apenas evidenciada após a disputa dos 40 minutos de jogo, dizem-se melhor preparados para abordar a 29ª edição da competição, cuja etapa final é jogada de 14 a 16 do mês em curso, na capital tunisina, Tunis.

Nos números, os comandados de Gi, 11 vezes campeões, que marcam a 19ª presença no campeonato, superam de longe o Uganda. Em 122 partidas, Angola somou 105 triunfos e 17 desaires. Já o opositor desta noite, em cinco jogos venceu um e perdeu quatro, tendo com isso ocupado a 15ª posição na tabela de classificação geral.

O poste Stanley Ocitti, 37 anos, é indiscutivelmente o principal jogador do “Silverbacks”. Samuel Kalwanyi, é a estrela em ascensão da equipa do Este de África.

Longe de ser uma potência continental, o Uganda não esconde as suas intenções: “A experiência adquirida na Tunísia foi muito valiosa para nós, como jogadores. Todos têm uma perspectiva e expectativa diferentes desta vez, em comparação com nossa primeira aparição”, disse o poste de 1,98 metros, Stephen Omony.

A equipa técnica reuniu um misto de jogadores que actuam no campeonato doméstico e chamou alguns que jogam no estrangeiro. Segundo Omony, “os jogadores locais são talentosos e a mescla com os nossos compatriotas vindos do exterior pode nos dar uma vantagem e confiança extra”.

Armando Costa (base), Roberto Fortes, Carlos Morais, Leandro Conceição, Gerson Gonçalves “Lukeny”, Olímpio Cipriano e Leonel Paulo (extremos), Reggie Moore e Sílvio Sousa (extremos-poste), os postes Eduardo Mingas, Felizardo Ambrósio “Miller” e Yannick Moreira também se mostram prontos para abordar o primeiro desafio no torneio.
Em declarações ao Jornal de Angola, o seleccionador avaliou o opositor. “É uma equipa muita física e defende a maior parte do tempo à zona. Temos de ter atenção a estas situações e controlar a ansiedade, para deste modo sairmos vitoriosos”, disse confiante Gi.

Registos dão confiança

A preparação realizada pela Selecção dá garantias de um começo auspicioso. Nas nove partidas disputadas no estágio na China, onde cumpriu parte do ciclo preparatório, visando a disputa do Afrobasket, Angola marcou 681 pontos e sofreu 591. Os hendecacampeões africanos somaram oito vitórias e uma derrota. Alcançaram um registo de 75,6 pontos marcados por encontro. Defensivamente Angola consentiu 65,6 pontos por desafio.

Nos seis jogos referentes aos dois torneios internacionais disputados naquele país asiático, Angola venceu duplamente a China, por 73-65 e 78-70, e a Lituânia, 72-69 e 72-52, ao passo que frente à Nova Zelândia o saldo foi distinto. No primeiro torneio, Gi e pupilos sofreram o único revês na preparação, 64-72, e no segundo, a Selecção desforrou-se ganhado por 60-53.

Ante aos chineses do Qingdao Club, os angolanos foram superiores, 84-70 e 84-69. No fecho da fase de disputa de jogos de controlo, o Jiangsu foi copiosamente vergado, por 94-71, sendo esta a maior diferença pontual alcançada pelo combinado angolano em terras de Yao Ming.

Tunísia e Camarões no jogo de destaque na cidade de Tunis

O Tunísia-Camarões, do Grupo C, agendado para às 18h00, é o desafio de maior cartaz da ronda inaugural da 29ª edição do Afrobasket. A partida que opõe um dos dois anfitriões do evento é de desfecho imprevisível, atendendo às exibições que efectuaram nos últimos Campeonatos Africanos das Nações.

Outra partida de destaque é o Nigéria-Costa do Marfim, às 20h30, pontuável para o Grupo A, com sede em Tunis. Frente a frente vão estar os detentores do título, nigerianos, e os marfinenses, bicampeões. Às 12h00, as selecções do Congo Democrático e do Mali abrem a jornada.

Sétimos classificados da edição passada, os malianos assumem-se como favoritos ao triunfo. As selecções, com pouca qualidade individual, optam mais pelo jogo físico para tentar materializar os seus propósitos. Para as 12h30 está agendado o Moçambique – Egipto, na mesma cidade, mas referente ao Grupo D. Décimos primeiros classificados em 2015, os moçambicanos são teoricamente mais dotados, razão pela qual lhes pode ser atribuído maior dose de probabilidade de vitória.

Regressados à elite da bola ao cesto, Guiné e Ruanda, inseridas no Grupo C, na capital tunisina, defrontam-se às 14h30. República Centro Africana (RCA) e Marrocos, do Grupo B, o de Angola, jogam às16h00. Em Dakar, as duas equipas, consagradas campeãs há mais de 50 anos repartem a percentagem de favoritismo. Senegal-África do Sul está marcado para as 19h30, na série D. Apesar da prova não ser qualificativa para as competições mundiais, os países prometem entrega. (Jornal de Angola)

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