Abrem hoje as candidaturas à presidência do ANC

President Jacob Zuma . (REUTERS/Rogan Ward)

ABRE hoje oficialmente o processo de candidaturas para a presidência do Congresso Nacional Africano (ANC), mas vários dos pretendentes adiantam suas campanhas em busca de apoio de estruturas de base da organização em diversas regiões da África do Sul.

As indicações começam hoje, 1 de Setembro, e a eleição do substituto do actual Presidente, Jacob Zuma, será realizada em Dezembro durante a Conferência Nacional do partido, que governa a África do Sul desde que em 1994 ganhou as eleições após a eliminação do “apartheid”, regime de segregação racial.

Analistas em Pretória consideram que os dois candidatos com maiores possibilidades de conquistar a posição são o actual vice-Presidente Cyril Ramaphosa e a antiga ministra e antiga presidente da Comissão da União Africana Nkosazana Dlamini-Zuma, ambos com uma longa trajectória política vinculada à luta pela democracia na África do Sul.

Ramaphosa conta com o apoio do Congresso dos Sindicatos da África do Sul (Cosatu), uma das organizações integrantes da aliança tripartida do Governo liderado pelo ANC. O trio completa-se com o Partido Comunista Sul-Africano (SACP), que também não esconde a preferência por Ramaphosa.

Dlamini-Zuma é publicamente apoiada pelo Presidente Zuma e por outros sectores do partido, como as suas ligas da Juventude e das Mulheres.

OUTROS

A relação de candidatos inclui, porém, outros nomes de grande prestígio e trajectória no partido como Lindiwe Sisulu. Além dos seus méritos pessoais, ela pertence a uma família emblemática e seus pais, Walter e Albertina Sisulu, são símbolos na África do Sul na luta contra o “apartheid”.

Outras figuras que disputam a presidência do ANC e que já se lançaram em campanhas em diversas regiões do país são Mathews Phosa, Jeff Radebe, Baleka Mbete e Zwelini Mkhize.

A lista poderá, no entanto, ser ampliada a partir de hoje, quando começa o processo de candidaturas e as províncias divulguem os seus preferidos para esta corrida presidencial, que ocorre em momentos de grande tensão política e incertezas devido aos grupos em disputa dentro do partido dirigente.

A recente votação no parlamento de uma moção contra o presidente Zuma jogou mais lenha num panorama já incendiado.

A isso se somam as críticas que o Governo de Zuma tem recebido por parte da Cosatu e do SACP, que condicionaram a sua manutenção na aliança à figura que o ANC escolher em Dezembro para seu líder. – (Jornal de Notícia MZ)

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