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Violou, manteve em cativeiro e engravidou a enteada
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Violou, manteve em cativeiro e engravidou a enteada

O cidadão de 62 anos, que mostrou-se arrependido por ter violado, mantido em cativeiro e engravidado a enteada desde os seus 13 anos de idade, foi condenado a oito anos de prisão. Fernando Armando pediu desculpas à sociedade e, diante do tribunal, chorou, pois reconhece que está velho e que poderá morrer na cadeia

Sob a condução da juíza, Paula Faztudo, da 5ª Secção, da Sala de Crimes Comuns do Palácio Dona Ana Joaquina, Fernando Carlos Armando sentiu o peso da sentença sobre si, por terem ficado provados, todos os 9 quesitos, do caso em que vem acusado. O cidadão de 62 anos tinha vindo a violar a enteada, desde os 13 anos, agora com 15, ao ponto de esta ter engravidado.

Os factos desenrolavam-se em Catete, quando a adolescente, M.C., foi visitar a irmã da mãe e volvida uma semana, o réu aparece nesta casa alegando que a mãe da menina precisava dela e lhe pediu que regressasse.

Era tudo mentira, pois Fernando desviou-a do caminho e transportou a menina a Luanda, quando deviam regressar ao Cuanza-Norte, onde viviam.Fernando vivia maritalmente com Francisca Teresa, com quem teve um filho, mas mesmo assim criou um plano para encarcerar a enteada e fazer dela sua esposa.

A menor foi mantida em cativeiro, no bairro Cassenda, sem contacto com a família, porque o padrasto recebeu-lhe o único telefone que tinha. Apesar de a família ter estado à procura de M.C.,

Fernando várias vezes negou estar com ela. Fê-la como sua mulher de Fevereiro a Julho de 2016, altura em que foi localizada pelos familiares, porque em determinado dia o réu esqueceu- se do telefone e esta conseguiu contactar a mãe, com a ajuda dos vizinhos. Além de lhe ter tirado a virgindade, das várias vezes que manteve relações sexuais com a menina contra a sua vontade, surgiu uma gravidez, tendo esta gerado um menino que se encontra agora com 6 meses.

Durante o julgamento, o réu negou tudo e inclusive disse que a adolescente tinha outros namorados, facto que foi desmentido pela mãe, Francisca Teresa, e pela própria menina, também ouvidas em julgamento.

A dada altura, vendo- se já sem escapatória, Fernando assumiu que cometeu o crime e que o tribunal devia perdoar, pois tenciona sustentar o menino. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Estou arrependido e recebo a menina como pai, aliás devo continuar a vê-la como minha filha e o menino também como meu filho. Se eu for preso não vou conseguir ajudá-los”, disse Fernando, que pôs-se aos choros quando ouvia a leitura dos quesitos.

Oito anos de prisão maior

Pesam sobre si os crimes de violação, com a agravante de estar na qualidade de padrasto, e de rapto violento ou fraudulento. O Ministério Público, representado por Carla Regina, pediu que fossem tidas em consideração o facto de a pena para o crime cometido vai de 8 a 12 anos, enquanto a advogada, Antónia de Carvalho, pediu que se considerasse as atenuantes: idade, condição económica, bom comportamento anterior e espontânea confissão do crime.

Assim, a juíza Paula Faztudo, depois de pedir que o réu dissesse algo em sua defesa, condenou Fernando Carlos Armando, de 62 anos, a 8 anos de prisão, a pagar 50 mil de taxa de justiça, 2500Kz ao defensor oficioso, e 500 mil Kwanzas de indeminização à vítima (sua enteada, que criou desde os 4 anos e começou a abusar dela desde os 13 anos, a ponto de a engravidar. “Na cadeia vou morrer”, disse mais uma vez, chorando, enquanto na plateia Francisca Teresa, sua mulher, lacrimejava. “Tenho problemas de respiração, sou mais velho, oito anos preso, não vou aguentar.

Gostaria de estar por perto para garantir os estudos e sustentação desta minha família. Estraguei a vida dela e eu quero trabalhar como pai, construir uma casa para eles, mas o diabo aproveitou- se de mim”, foram as ultimas palavras do réu antes de ser conduzido à cadeia. Francisca Teresa, ainda chorando, disse que mesmo que Francisco se mostre arrependido e diga que vai assumir os filhos e o neto, não o quer de volta e prefere voltar à sua família e pedir ajuda. “Ele é mentiroso, e já me fez muito mal, eu vou ficar só com a minha família”. (O País)

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