União Europeia envia quatro observadores

Reacção do Mirex surge na sequência de afirmações feitas pela euro-deputada Ana Gomes, publicadas recentemente na página Web da DW África. (DR)

Reacção do Mirex surge na sequência de afirmações feitas pela euro-deputada Ana Gomes, publicadas recentemente na página Web da DW África.

A União Europeia (UE) vai enviar quatro técnicos que se ocuparão do processo de observação das Eleições Gerais de 23 de Agosto, revelou ontem em nota de imprensa a Direcção de Comunicação Institucional e de Informação do Ministério das Relações Exteriores. “Não há desentendimento nem conflito com a União Europeia, no que toca à observação do processo eleitoral”, declarou o responsável pela Direcção África, Médio Oriente e Organizações Regionais (DAMOOR), embaixador Joaquim do Espírito Santo, que esta Segunda-feira se pronunciava em nome do ministro da tutela, Georges Chikoti.

“O que aconteceu foi que a EU tinha manifestado interesse em vir antes do processo da campanha eleitoral, portanto, fora daquilo que contempla a Lei Eleitoral, o que não era de todo aceitável”, frisou. Entretanto, acrescentou, sendo a UE um parceiro importante, Angola espera que possa marcar a sua presença nesse processo de observação eleitoral. “Já conversamos e chegamos a um entendimento nesta questão.

A UE vai enviar quatro técnicos para participarem do processo e, eventualmente, propor ou aconselhar naquilo que acharem necessário”, frisou o embaixador Joaquim do Espírito Santo. As declarações do diplomata do Mirex vêm na sequência de afirmações feitas pela Eurodeputada Ana Gomes, publicadas recentemente na página Web da DW África. Segundo Joaquim do Espírito Santo, foram convidadas várias organizações regionais, nomeadamente, a União Africana, SADC, a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e diversas personalidades individuais cuja presença oferecerá outra credibilidade ao processo e à realização do escrutínio.

“Dentre todas estas organizações está igualmente a União Europeia, que vai trabalhar na observação às eleições, nas mesmas condições que as outras. Esperamos que a sua presença possa dar credibilidade a esse processo e ajudar a mostrar ao mundo a vontade do povo angolano em realizar o seu processo democrático, de forma pacífica e inclusiva, com vista a escolha dos dirigentes que melhor estejam preparados para conduzir os destinos deste grande país, que se quer um factor estratégico importante no desenvolvimento e transformação do continente africano”, assinalou o quadro sénior do Ministério das Relações Exteriores. “Tendo em conta que já há entendimento entre a União Europeia e o Governo angolano, não faz mais sentido dar ouvidos aos comentários que se fazem pondo em causa a credibilidade do processo.

A UE é um parceiro, mas não pode fazer exigências sobre a sua participação no processo de observação eleitoral, porque Angola não é membro da UE”, lembrou o diplomata do MIREX. Prosseguiu dizendo que Angola deve estar preocupada consigo própria e trabalhar para que o processo decorra da melhor forma possível. O responsável pela Direcção África, Médio Oriente e Organizações Regionais informou, igualmente, que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) trabalha para que o processo seja o melhor dos melhores e para que, de facto, Angola possa mostrar ao mundo que está determinada a caminhar neste quadro democrático e para que haja participação de todos os angolanos.

“O que a UE diz não nos deve preocupar. O que nós queremos é que ela (UE) marque presença como parceira importante e nos acompanhe nesta caminhada para o desenvolvimento, democratização do país, com vista a tornar Angola mais coesa, democrática e moderna. Claro que isso só é possível com a participação dos nossos parceiros e daqueles que querem contribuir para uma Angola melhor”, concluiu Joaquim do Espírito Santo. (O País)

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