Tráfico nas cadeias leva à expulsão de nove guardas prisionais

(DR)

O diretor-geral dos serviços prisionais promete “tolerância zero” face a tal comportamento e avisa que quem descuidar os mecanismos de controlo será alvo de processo disciplinar.

Nove membros do Corpo da Guarda Prisional foram expulsos entre 2014 e 2016 por introduzirem droga, telemóveis e outros objectos proibidos dentro dos estabelecimentos prisionais. Um relatório do Serviço de Auditoria e Inspecção da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) fala numa “intolerável flexibilização” nos procedimentos de segurança nas portarias e na entrada de guardas sem passarem por “uma verificação minuciosa”.

Segundo avança o jornal ‘Público’, desde o início de 2014 até ao final de 2016 foram instaurados 21 processos disciplinares contra elementos da Guarda Prisional, que terão resultado em nove expulsões e três suspensões. Três guardas foram ainda multados e outros três repreendidos. Os restantes processos continuam ainda pendentes. Neste momento, há sete guardas detidos pela prática deste tipo de crimes.

“Verificámos que havia várias situações de guardas que não cumpriam as suas obrigações”, afirmou ao jornal ‘Público’ o diretor-geral dos serviços prisionais, Celso Manata. “Já disse que ia andar em cima das pessoas que traficam drogas, telemóveis e outras coisas. Agora, digo que vou andar em cima das pessoas que estão nas portarias”.

Celso Manata promete “tolerância zero” face a tal comportamento e avisa que quem descuidar os mecanismos de controlo será alvo de processo disciplinar. Para entrar num dos 49 estabelecimentos prisionais nacionais tem de se transpor o pórtico e de entregar o que tem para revista. “Eu próprio dou o exemplo. Quando vou a uma cadeia, passo sempre pelo raio-x”, afirma o diretor-geral dos serviços prisionais, sublinhando que as regras são para ser cumpridas por todos. (Jornal Económico)

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