Ler Agora:
Timor-Leste/Eleições: PLP prefere ser oposição mas não exclui integrar Governo
Artigo completo 3 minutos de leitura

Timor-Leste/Eleições: PLP prefere ser oposição mas não exclui integrar Governo

O Partido Libertação Popular (PLP) prefere ser oposição no próximo parlamento timorense, mas não exclui poder vir a integrar o Governo, mostrando-se disponível para falar com o partido mais votado, a Fretilin.

Fidelis Magalhães, um dos líderes do partido, disse hoje que a preferência do PLP é ficar na oposição, mas não exclui, questionado diretamente pela Lusa sobre essa possibilidade, poder ter alguns membros no próximo executivo.

“Fazer especulação sobre uma possibilidade no futuro do PLP se juntar ao Governo é prematuro”, afirmou no Palácio Presidencial.

Fidelis Magalhães falava depois de participar, com o líder do partido Taur Matan Ruak (ex-chefe de Estado) num encontro com o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, que hoje começou a ouvir os partidos políticos eleitos para o parlamento nacional para a formação de Governo.

Depois da reunião Taur Matan Ruak recusou-se a falar aos jornalistas remetendo as declarações para Fidelis Magalhães que apesar de ser, formalmente, o 4º vice-presidente do PLP é tido como o principal líder depois do ex-Presidente da República.

Questionado pela Lusa sobre se o PLP, caso fosse convidado a integrar o Governo, aceitaria ou não, Magalhães disse: “não cabe a nós especular a intenção do partido mais votado, ou futuramente de uma aliança parlamentar”.

“A nossa preferência, como no início é estar na oposição. O partido esta mais vocacionado a estar na oposição”, disse.

O deputado eleito disse que se está “no inicio de um processo” conduzido pelo Presidente da República e que há que “ouvir a opinião do partido mais votado”, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).

“O mais importante agora não é falar sobre a partilha das funções ou da pasta do Governo. Isto não nos interessa muito. O que queremos é facilitar esse processo constitucional para avançar como deve ser e ouvir a decisão e as orientações do senhor Presidente da República”, disse.

Perante insistência da Lusa sobre se exclui taxativamente que o PLP não participará no Governo, Fidelis Magalhães disse que ouvir a Fretilin é “sentido de Estado” e que o resto são especulações.

“O que nos interesse neste mesmo momento é ouvir e aceitar o convite do partido mais votado a dialogar. Fazemos isso com sentido de Estado, que é o mais importante”, disse.

“Eu não tenho imaginação fértil. Estamos num processo, temos que seguir o processo. Estamos no inicio. Não vou especular. A Fretilin vai ter todo o nosso apoio, com noção de Estado. Vamos dialogar, vamos cooperar”, considerou.

Questionado sobre o facto de Taur Matan Ruak ter indicado que não se vai sentar no Parlamento Nacional, Fidelis Magalhães disse que o líder do PLP “vai cont0inuar a ssumir um papel imporyante dentro do partido”.

“Não estar fisicamente no parlamento não implica que o presidente do partido vai estar sem uma presença política. Vai continuar a dirigir o partido”, afirmou.

Francisco Guterres Lu-Olo recebeu hoje delegações da Fretilin, do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e do PLP e na sexta-feira recebe os líderes do Partido Democrático (PD) e do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO). (Diário de Notícias)

por Lusa

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos com são obrigatórios *

Input your search keywords and press Enter.
Translate »