Temer: Mercosul receberá Venezuela de volta ‘de braços abertos’

Presidente Michel Temer discursa no Palácio do Planalto, 1 de agosto de 2017 (Afp)

O presidente Michel Temer afirmou neste domingo que, após a suspensão da Venezuela do Mercosul, o bloco regional espera que o país “volte à democracia” para recebê-lo de volta “de braços abertos”.

“Esperamos que a Venezuela encontre o caminho para a recomposição da ordem democrática, do respeito à diversidade de visões e posições”, disse o presidente em um vídeo publicado nas redes sociais.

“Queremos uma Venezuela que, de volta à democracia, possa também voltar ao Mercosul, onde será recebida de braços abertos”, acrescentou.

Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, membros fundadores do Mercosul, decidiram de forma unânime no sábado suspender a Venezuela, aplicando pela segunda vez na história do bloco a chamada “cláusula democrática”.

“A suspensão da Venezuela foi aplicada em função das ações do governo de Nicolás Maduro e é um chamado ao início imediato de um processo de transição política e restauração da ordem democrática”, ressaltou o comunicado assinado após uma reunião dos chanceleres dos quatro países sul-americanos em São Paulo.

Na prática, a decisão aplicada muda pouco ou nada na situação do país caribenho, que está suspenso do Mercosul desde dezembro de 2016 por descumprir obrigações comerciais contraídas quando se incorporou ao bloco.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que seu país “nunca” será afastado do bloco e reagiu à medida com duras críticas.

“Não vão tirar a Venezuela do Mercosul. Nunca (…) Algumas oligarquias golpistas, como a do Brasil, ou uns miseráveis, como os que governam a Argentina, poderão tentar, mas sempre estaremos aí”, declarou Maduro à Rádio Rebelde da Argentina.

A crise venezuelana intensificou-se na semana passada com a eleição de uma Assembleia Constituinte, convocada por Maduro.

O órgão, um “suprapoder” instalado em meio a um forte repúdio internacional e a denúncias de “fraude”, decidiu que legislará por até dois anos – além do fim do mandato de Maduro – para reescrever a Carta Magna de 1999 e, ao mesmo tempo, tomar outras decisões de efeito imediato.

A onda de manifestações, impulsionada pela oposição para exigir a realização de eleições gerais e a saída do governo, deixou 125 mortos em quatro meses. (AFP)

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