Sudoeste arranca hoje com Matias Damásio e Chainsmokers no palco principal

Matias Damásio (DR)

O festival Sudoeste abre hoje na plenitude, depois de uma primeira noite de receção ao campista, com as actuações de Matias Damásio, Richie Campbell, Mac Miller e The Chainsmokers, no palco principal.

A música na 21.ª edição do Sudoeste inicia-se às 21:30, com o músico angolano Matias Damásio, que se tem desdobrado em concertos este ano, depois de ter lançado “Por Amor”, em 2016, seguindo-se a actuação do português Richie Campbell e do rapper norte-americano Mac Miller, enquanto nos demais palcos a música se vai fazer ouvir noite dentro.

Com começo previsto para as 01:45, está o concerto dos The Chainsmokers, dupla norte-americana que se popularizou em 2014 após a editora de Steve Aoki ter lançado o ‘single’ “#SELFIE”, adotando depois um estilo mais lento, que culminou este ano numa canção com os britânicos Coldplay.

O festival conta com cozinha comunitária, lavandaria, chuveiros, sanitários, ‘wi-fi’ gratuito e ainda um canal disponível para mergulhos, na área adjacente ao recinto principal de concertos.

O festival, promovido há 20 anos no litoral alentejano pela Música no Coração, decorre em pleno entre hoje e sábado, com espetáculos divididos entre quatro palcos no recinto.

Na área de campismo há um novo espaço, a “Vila Santa Casa”, onde vão decorrer oficinas e performances, que, segundo a organização, em comunicado, “aposta nas artes performativas e na ligação com o espaço natural, através da expressão criativa, envolvendo a comunidade local e os festivaleiros”.

Na quinta-feira, sobem ao palco Mishlawi, Two Door Cinema Club, Marshmello e DJ Snake.

O rapper norte-americano Lil Wayne estreia-se em Portugal, segundo a promotora do festival, no palco principal da Herdade da Casa Branca, no concelho de Odemira, na noite de sexta-feira, após os espetáculos de Dua Lipa e de Crystal Fighters.

Depois de Lil Wayne, cabe a Martin Garrix fechar a penúltima noite de música do festival.

O Sudoeste despede-se de Odemira, no distrito de Beja, com o regresso do funk dos britânicos Jamiroquai, que sobem ao palco alentejano pela terceira vez, depois de já terem passado pela Herdade da Casa Branca em 2003 e em 2010.

Na mesma noite, passam ainda pelo festival April Ivy, Dengaz e Afrojack.

Em complemento ao cartaz principal, há mais música em simultâneo noutros três palcos espalhados pelo recinto de concertos que prometem música com vários DJ e ainda espetáculos de dança com Blaya nas quatro noites de festival.

No recinto de concertos, além dos espetáculos, há mais propostas de animação, com uma pista de dança elevatória, que leva os “festivaleiros” a dançar a 40 metros de altura, e uma roda gigante.

Tardes de música tradicional e oficinas artísticas a “festivaleiros”

Música tradicional, oficinas artísticas, performances circenses e teatro são algumas das propostas para ocupar as tardes dos “festivaleiros” instalados na Herdade da Casa Branca, no litoral alentejano, durante o festival Meo Sudoeste, onde estão já “25 mil” pessoas.

A 21.ª edição do festival Meo Sudoeste, no concelho de Odemira, no distrito de Beja, começa oficialmente hoje, mas, desde sábado, já chegaram “25 mil” campistas para se instalarem na Herdade da Casa Branca, segundo informou a empresa Música no Coração, entidade promotora do certame.

O recinto do festival avista-se da estrada por onde se entra para o estacionamento, onde a “receção” é feita com mais de 40 bandeiras, segundo a organização, em representação dos países de origem dos “festivaleiros”.

De mochila às costas, com tendas, sacos-de cama, cadeiras e arcas de campismo, muitos estão ainda a chegar calmamente, enquanto outros já se instalaram para os próximos dias.

A chegada “antecipada” do público com passe para todos os dias de concertos é preparada pela organização, que promove um programa na área de campismo dedicado aos “residentes temporários” da Herdade da Casa Branca.

Além dos mergulhos no canal durante o dia e de festas com DJ à noite, este ano há música tradicional num novo palco criado na área de campismo, onde todas as tardes, por volta das 19:00, há um espetáculo com o grupo local “Os Açordas”.

Antes de subir ao palco, o grupo, formado por oito elementos, desfila entre tendas e “tribos” instaladas, cantando, ao som da viola campaniça e do cavaquinho, a “moda” alentejana “Eu vi um passarinho”, que rapidamente vai conquistando algumas vozes, palmas, batuques e também distribuindo sorrisos, por onde passa, até chegar ao palco Vila Santa Casa.

Antes do concerto, na mesma zona houve tempo para uma oficina de tapeçaria, que se repetiu ontem pela terceira vez, aproveitando materiais recolhidos no local, como paus e folhas, e reciclando outros, como plásticos, linhas e tecidos, usando como “armação” de tear os ramos de pequenas árvores.

“Pegámos numa técnica tradicional dos têxteis, que é a tapeçaria, e criámos os próprios teares nas árvores, em harmonia com a natureza local”, explicaram à agência Lusa os três jovens orientadores da oficina, Inês Domingues, de 18 anos, Catarina Monteira e Ruben Falcão, de 19, que se “estrearam” no festival.

Para Carolina Câncio, de 20 anos, “aprendiz” de tapeçaria, a atividade é “gira” porque “apela à criatividade”. Presente no festival pela quinta vez, a “festivaleira” louva a iniciativa, afirmando que não se desloca à Herdade da Casa Branca “apenas pela música”.

A intenção da criação de um programa de atividades alargado é mesmo “ocupar mais o dia dos campistas” com uma “vertente mais cultural”, explicou em declarações à agência Lusa Joana Freitas, programadora de cultura na Música do Coração.

“Achámos que faltavam mais atividades, nomeadamente numa vertente mais cultural”, disse, indicando que surgiu assim a ideia de “trazer a comunidade de Odemira para dentro do festival”.

Além da música, nos primeiros dias de campismo decorreram oficinas artísticas, com a participação de alunos da Escola Secundária de Odemira e também da Associação de Paralisia Cerebral de Odemira e de “festivaleiros”, das quais resultaram instalações patentes no recinto do festival.

A animação no campismo da Herdade da Casa Branca vai continuar até ao fim do festival, com música, teatro, performances de circo contemporâneo, oficinas de stencil e ainda, revelou Joana Freitas, com a criação de uma “orquestra comunitária”, com mais de “cem festivaleiros” para fazer música com “cordas, paus e bidons”, acompanhando o “Cante Alentejano”. (Observador)

por Lusa

DEIXE UMA RESPOSTA