Stevie Wonder vai comandar show de combate à pobreza

O cantor Stevie Wonder (Afp)

Stevie Wonder e a banda Green Day serão as atracções principais de um show em Nova York de apoio à luta contra a pobreza no mundo, enquanto o presidente Donald Trump propõe cortes à ajuda internacional americana.

Pharrell Williams, a dupla de DJs The Chainsmokers e a banda de rock The Killers também tocarão em 23 de Setembro no Global Citizen Festival, no Central Park, no coração de Nova York, indicaram os organizadores nesta terça-feira.

Wonder disse que o festival acontece em um “momento crucial”. “Quando nos comprometemos com os assuntos de vida ou morte, estamos mostrando um amor pelo divino”, acrescentou.

Desde 2012 o festival atrai artistas de alto nível e coincide com a Assembleia Geral das Nações Unidas, da qual participam durante semanas líderes de todos os países do mundo na sede da ONU, em Nova York.

Para o director do festival, Hugh Evans, a edição deste ano é especial após a eleição surpresa de Donald Trump e o voto no Reino Unido para deixar a União Europeia, mas também diante do rechaço ao populismo nas eleições da França e dos Países Baixos.

“Agora é que faz falta […] mostrar que a ajuda internacional importa, que investir na educação importa, que investir na alimentação e lutar contra a fome é importante”, disse Evans à AFP.

O festival, que se expandiu para Alemanha e Índia, é gratuito, mas os fãs devem tomar uma iniciativa, como escrever cartas aos seus governos, para obter um ingresso.

Evans está convencido de que é possível erradicar completamente a pobreza a nível mundial nos próximos 20 anos, mas admite que a chegada de Trump mudou completamente a situação.

Segundo Evans, será “virtualmente impossível” que a ONU alcance suas metas de erradicação da desnutrição, o acesso universal à água potável e o oferecimento das mesmas oportunidades na educação para as meninas daqui até 2030 se os Estados Unidos continuarem com os cortes anunciados.

Os Estados Unidos são a principal economia do mundo e o maior doador em termos absolutos, embora muitos países europeus realizem maiores contribuições públicas per capta. (AFP)

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