Rússia diz que não aceitará uma Coreia do Norte com armamento nuclear

Ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, discursa na 69ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede na ONU (Foto: Richard Drew/AP)

Sergey Lavrov, o MNE russo, diz que o risco de um conflito entre Coreia do Norte e EUA é muito elevado. Pede a Pyongyang que trave os ensaios com mísseis e aos EUA e à Coreia do Sul que interrompam as manobras militares.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, afirmou esta sexta-feira, 11 de Agosto, que a Rússia não aceitará uma Coreia do Norte com armamento nuclear. Embora reconhecendo que os riscos de um conflito são muito elevados disse, citado pela Russia Today, esperar que o “bom senso” prevaleça nas relações EUA-Coreia.

“O lado que for mais forte e inteligente” deve dar o primeiro passo para atenuar a crise, afirmou Lavrov.

Em declarações citadas pela Reuters, o responsável do Kremlin apelou a que se siga o plano da Rússia e da China, anunciado no início de Julho, para reduzir as crescentes tensões entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte: congelar os testes de mísseis levados a cabo por Pyongyang, ao mesmo tempo que Estados Unidos e Coreia do Sul se comprometem a travar os seus exercícios militares de larga escala.
Palavras que surgem depois de Donald Trump ter garantido que os EUA têm a solução militar “totalmente instalada, carregada e preparada, caso a Coreia do Norte aja de forma imprudente”. Numa mensagem no Twitter, o presidente dos EUA disse esperar que o líder norte-coreano Kim Jong-un “escolha outro caminho.”

A Coreia do Norte anunciou estar a preparar planos para um ataque com quatro mísseis de médio alcance, que teriam como alvo as águas em torno da ilha de Guam, no Pacífico, sob administração norte-americana.

“Trump está a conduzir a situação na Península da Coreia para a iminência de uma guerra nuclear, com reacções como “os Estados Unidos não afastam uma guerra contra a Coreia do Norte,” escreveu poucas horas antes a agência noticiosa norte-coreana KCNA.

Trump já tinha prometido responder com “fúria e fogo nunca vistos” em caso de tentativa de agressão e, depois de conhecida a ameaça a Guam, veio esta quinta-feira afirmar que as palavras que usou na altura contra Pyongyang “talvez não tenham sido suficientemente fortes”. (Jornal de Negócios)

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