Representante da ONU apela à paz durante as eleições

O coordenador das Nações Unidas em Angola, Pier Paolo Balladelli (Foto: O País)

O representante das Nações Unidas no país referiu que tem transmitido recomendações aos líderes políticos sobre a necessidade de preservar a paz

O coordenador das Nações Unidas em Angola, Pier Paolo Balladelli, vincou esta Quinta-feira, em Luanda, a sua satisfação pelo facto de, até ao momento, não se registarem “graves incidentes” durante o período de preparação para as eleições.

O diplomata, que se pronunciava à imprensa no final de uma audiência que ontem lhe foi concedida pelo presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, referiu que as Nações Unidas recomendaram precisamente aos chefes dos partidos que busquem a paz e que evitem a violência. Aproveitou a ocasião para transmitir o seu apelo à população e às formações partidárias para se absterem da violência.

“Todos, partidos e população, temos todos que evitar episódios de violência e recorrer a todas as instâncias legais e oficiais, quando quisermos exprimir algum tipo de preocupação, ou mesmo de crítica para algo que não esteja a correr bem no processo”, apelou.

Afirmou que Angola logrou a paz e, por isso, considerou, deve manter a paz, por se tratar da melhor forma para criar melhores condições para a vida da população. Paolo Balladelli manifestou-se assim “satisfeito” pela forma como tem decorrido a campanha eleitoral dos partidos políticos concorrentes às eleições de 23 deste mês.

Programa sobre o género com nota positiva Segundo o coordenador da ONU em Angola, Pier Paolo Balladelli, as Nações Unidas em Angola, nos últimos anos, tem registado resultados “evidentes” nas questões referentes ao desenvolvimento de programas para a mulher. Referiu, por exemplo, estar satisfeito com os resultados até ao momento alcançados com o programa da ONU “Ele para Ela” a que Angola aderiu, e que consiste em sensibilizar os homens a fazerem- se padrinhos da “libertação da mulher”.

“A Assembleia Nacional entrou com muita força nesta iniciativa, acompanhando a componente do executivo que é o Ministério da Família e Promoção da Mulher, que trabalharam nesta campanha”, salientou. Referiu também o papel positivo que a AN assumiu com as questões relacionadas com a defesa dos direitos humanos. O encontro, referiu, serviu também para avaliar a adesão de Angola aos tratados internacionais.

“Vimos que todos os processos estão a andar”, referiu. Paolo Balladelli abordou também, no encontro com o presidente da AN, questões ligadas aos sistemas de justiça. Informou que a ocasião serviu, igualmente, para aflorar aspectos ligados à contínua implementação do programa sobre o desenvolvimento sustentável, rubricado há dois anos (Angola/ ONU). Salientou que as Nações Unidas pretendem que Angola, interna e externamente, tenha condições para exercer uma grande liderança no âmbito internacional.

O programa da actual delegação da ONU em Angola iniciou em 2015 e termina em Dezembro de 2019. Portanto, a organização, segundo Paolo Balladelli, continuará a trabalhar com as autoridades angolanas, mesmo depois da constituição de um novo governo que sairá das eleições de 23 de Agosto do corrente. Sendo que a actual delegação permanecerá até dois anos.

“Obviamente que quando há uma mudança de governo, temos de rever o programa e ver se as prioridades são confirmadas ou se temos de agregar alguma outra prioridade”, revelou. O encerramento da terceira legislatura da Assembleia Nacional está marcado para 15 de Agosto de 2017. (O País)

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