Redes sociais podem causar paranóia entre os jovens

O "Baleia Azul" começa numa troca de mensagens no Facebook ou no WhatsApp (FERNANDO VELUDO/LUSA)

Um estudo publicado esta semana refere que o acesso frequente às redes sociais pode ser uma das causas da paranóia, que atinge um em cada cinco cidadãos britânicos, principalmente jovens.

Mesmo nos casos menos graves, a paranóia – medo injustificado de que alguém está sempre a tentar prejudicar-nos – pode causar ansiedade e problemas de relacionamento e convívio em sociedade.

Segundo pesquisadores do “King’s College”, de Londres, o principal motivo do referido rácio de paranóia na sociedade britânica pode ser o acesso frequente às redes sociais. Já de acordo com a Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças, daquele país, o aumento de casos de auto-mutilação entre jovens, que representam o maior grupo de risco para a doença, pode estar igualmente associado a esse vício.

A necessidade de acompanhar as actualizações de amigos nas redes sociais a tempo inteiro, intrínseca à própria natureza do estar on-line – presente 24 horas por dia – acaba por prender as pessoas nesse círculo vicioso.

“O mundo digital está a mudar a sociedade de uma forma que pode fazer-nos sentir como se estivéssemos sob vigilância o tempo todo”, disse Philippa Garety, professora de psicologia clínica do ”King’s College” ao tablóide on-line “Daily Mail”. “Tudo o que fazemos pode ser registado de alguma forma através da Internet, o que pode estar a desencadear essa ansiedade geral.”

De acordo com uma recente pesquisa da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças, 18.778 crianças entre os 11 e os 18 anos na Inglaterra e no País de Gales foram admitidas em hospitais por auto-mutilação em 2016 – um aumento de 14 por cento em relação ao ano anterior. “A partir das milhares de ligações que as linhas directas recebem, está claro que temos uma nação de crianças profundamente infelizes”, revelou Garety. (Jornal de Angola)

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