Pyongyang critica China e Rússia por apoiarem sanções da ONU

Foto sem data cedida pela agência de notícias oficial da Coreia do Norte (KCNA) em 26 de Abril de 2017 mostra o líder norte-coreano, Kim Jong-Un (Afp)

A Coreia do Norte disse hoje que China e Rússia, os seus mais importantes aliados, e restantes países que apoiaram as últimas sanções da ONU contra Pyongyang, deviam “sentir vergonha” e “pagar caro” por estas

Num texto difundido pela agência estatal KCNA, o regime de Kim Jong-un recorda que o Presidente norte-americano, Donald Trump, que considera ser o principal impulsionador das sanções, “agradeceu à China e Rússia por cooperar na adopção da resolução”.

Os países que apoiaram as sanções, “fizeram-no após abdicar das suas crenças, consciência e obrigações, e deviam sentir vergonha perante o mundo, refletir profundamente sobre os seus erros face ao severo tribunal da História e da humanidade e pagar caro”, lê-se no texto.

O documento acusa ainda os 15 países que apoiaram unanimemente o castigo de “estarem assustados pelas ameaças de sanções dos Estados Unidos”.

São raras as criticas diretas de Pyongyang à China e Rússia, ambos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com direito de veto, mas que no sábado aprovaram as novas sanções.

Só a China compõe 90% do comércio externo da Coreia do Norte.

A relação entre Pequim e Pyongyang, outrora descrita como sendo de “unha com carne”, tem-se, contudo, deteriorado, face à insistência do regime de Kim Jong-un em testar mísseis balísticos e desenvolver um controverso programa nuclear.

Desde que, em 2013, ascendeu ao poder, o Presidente da China, Xi Jinping, nunca se encontrou com Kim Jong-un, tendo-se mesmo tornado no primeiro líder chinês a visitar a Coreia do Sul antes de ir à Coreia do Norte.

A nova resolução reduz até em 1.000 milhões de dólares as exportações norte-coreanas e surge em resposta aos dois misseis balísticos intercontinentais testados pela Coreia do Norte, em julho passado. (Notícias ao Minuto)

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