Procuradoria Militar da República investiga morte de três cidadãos pela polícia

(DR)

Pai de uma vítima acusa polícia de tentar falsifica provas
O pai de um trabalhador da Unitel morto por agentes da polícia acusou estes de tentarem falsificar provas colocando armas na viatura envolvida no caso.

A Procuradoria Militar da República de Angola está a investigar o assassinato de um agente da Direcção Nacional do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e dois funcionários da Unitel, empresa de telecomunicações que foram mortos pela Polícia Nacional (PN) de Angola no passado dia 25 na zona do Futungo em Luanda.

Os pais dos malogrados e testemunhas já começaram a serem ouvidos pelo procurador militar Filomeno Octávio.

Mesmo depois do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, dirigido pelo comissário António Maria Sita, ter dito que os três jovens reagiram com tiros quando interpelados pela operação policial que estava no encalço de uma viatura roubada no município de Talatona, os familiares negam a versão da polícia e acusam os agentes policiais de tentarem falsificar os factos.

Os familiares escreveram uma carta à Procuradoria-Geral da Republica que a encaminhou à Procuradoria Militar. Agora o procurador militar Filomeno Octávio está a dirigir uma investigação sobre a morte de Reinaldo Maurício, Leandro Espírito Santo funcionários da UNITEL e de Tchidy Wambambo, agente dos Serviços de Investigação Criminal.

Raul Miguel Espírito Santo pai de Leandro Espírito Santo confirmou ter sido ouvido pelo procurador a quem contou que há “pessoas que viram (os agentes) a colocar armas no carro depois de assassinarem” .

Raul Miguel Espírito Santo que foi ouvido hoje na procuradoria militar junto ao Comando Geral da Policia Nacional, não entende como é que seu filho que foi encontrado morto com algemas podia reagir aos tiros da policia.

“O meu filho era tesoureiro da UNITEL e ele não tinha necessidades de roubar, por isso eu também gostaria de saber o porque”, disse.

O incidente ocorreu quando um funcionário da Unitel pediu a um colega que o levasse à casa no carro que a operadora telefónica lhe tinha atribuído em virtude de estar embriagado depois de uma festa.

A partir daí começam as versões contraditórias.

Ao acordar, pensando que o carro tinha sido roubado, o funcionário ligou para o chefe dos Transportes da Unitel, a informar o ocorrido, tendo apresentado queixa à PN.

O carro foi localizado pela polícia, através do GPS, na posse de Reinaldo Maurício, funcionário da Unitel que tinha levado o colega à casa.

Mais tarde, ele estava numa barraca à espera de uma refeição, juntamente com dois amigos: Leandro Espírito Santo, tesoureiro da empresa, e Tchidy Wambambo, agente do SIC.

Nesse momento, apareceu uma viatura dirigida pelo comandante da 24ª. Esquadra do Benfica que terá disparado mortalmente contra os três amigos (Voa)

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